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Conversão


















Oh! quão cego andei e perdido vaguei,
Longe,longe do meu Salvador!
Mas do céu Ele desceu e Seu sangue verteu
P'ra salvar um tão pobre pecador.

FOI NA CRUZ, FOI NA CRUZ, ONDE UM DIA EU VI
MEU PECADO CASTIGADO EM JESUS;
FOI ALI, PELA FÉ, QUE OS OLHOS ABRI,
E AGORA ME ALEGRO EM SUA LUZ.

Eu ouvia falar dessa graça sem par,
Que do céu trouxe nosso Jesus;
Mas eu surdo me fiz, converter-me não quis
Ao Senhor, que por mim morreu na cruz.

Mas um dia senti meu pecado, e vi
Sobre mim a espada da lei;
Apressado fugi. em Jesus me escondi,
E abrigo seguro nEle achei.

Quão ditoso, então, este meu coração,
Conhecendo o excelso amor
Que levou meu Jesus a sofrer lá na cruz;
P'ra salvar a um tão pobre pecador.

HC 15

João Calvino e as Artes


Segundo Calvino, nós devemos estas coisas preciosas da vida natural originalmente ao Espírito Santo. Em todas as Artes Liberais, tanto nas mais como nas menos importantes, o louvor e a glória de Deus devem ser acentuadas. As artes, diz ele, foram dadas para nosso conforto, nesse nosso estado deprimido de vida. Elas reagem contra a corrupção da vida e da natureza pela maldição. 

Quando seu colega, o Prof. Cop, levantou armas em Genebra contra a arte, Calvino propositadamente instituiu medidas, como ele escreve, para restaurar esse homem louco ao bom senso e a razão. Calvino declara ser indigno de refutação o preconceito cego contra a escultura com base no Segundo Mandamento. Ele exalta a música como um poder maravilhoso para comover corações e para dignificar tendências e princípios morais. Entre os excelentes favores de Deus para nossa recreação e prazer, ela ocupa em sua mente o posto mais alto. E mesmo quando a arte se rebaixa para tornar-se o instrumento de mero entretenimento para o povo, afirma que este tipo de prazer não lhe deveria ser negado. 

Em vista de tudo isto, podemos dizer que Calvino apreciava a arte em todas as suas ramificações como um dom de Deus, ou mais especialmente, como um dom do Espírito Santo; que ele entendeu plenamente os profundos efeitos produzidos pela arte sobre a vida das emoções; que ele apreciava o fim pelo qual a arte fora dada, a saber, que por ela poderíamos glorificar a Deus, dignificar a vida humana, e beber na mais alta fonte de prazeres, sim até mesmo no esporte comum; e, finalmente, que longe considerar a arte como simples imitação da natureza, ele lhe atribuiu a nobre vocação de desvendar para o homem uma realidade mais alta do que foi oferecida a nós pelo mundo pecaminoso e corrupto.

Kuyper, Abraham
In: Calvinismo.

Louvando em Espírito e em Verdade


Vem me socorrer


Cante as Escrituras em Medianeira ~ Aspectos horizontais do canto na igreja


A influência pós-moderna na adoração


Louvor no culto: três perguntas básicas


Dos elementos do culto, o louvor recebe especial destaque. É como se a Bíblia ordenasse "cantai sem cessar" e "cante quer seja oportuno, quer não". Infelizmente, o problema não é apenas de quantidade, nem só de ênfase, mas principalmente de qualidade. Embora muitos discordem de que os louvores cantados na igreja sofram de uma pobreza espartana, isto se dá porque não pensaram o bastante sob qual prisma os louvores devem ser avaliados. Este texto é um convite à reflexão, a partir de três perguntas básicas.

1. A quem o louvor é dirigido? Todos concordam que louvor é adoração, como o são os demais elementos do culto. E sendo adoração, tem Deus como objeto, uma vez que louvar outro ser é idolatria. Assim, todos os cânticos são oferecidos a Deus, mesmo aqueles que visam edificar a igreja, pois diz a Bíblia "instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus" (Cl 3:16). Acredito também que todos concordam que sendo oferecido a Deus, o nosso louvor deve ser o melhor que podermos oferecer. Não podemos oferecer animais cegos, doentes ou aleijados ao Senhor, esperando que Ele seja menos exigente que um governador. "Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? —diz o SENHOR dos Exércitos" (Ml 1:8). Somente o nosso melhor é aceitável.

2. Mas quem define o que é melhor em matéria de louvor? Na antiga dispensação, Deus definia como deveria ser o sacrifício oferecido a Ele. "Quando alguém oferecer sacrifício pacífico ao SENHOR, quer em cumprimento de voto ou como oferta voluntária, do gado ou do rebanho, o animal deve ser sem defeito para ser aceitável; nele, não haverá defeito nenhum" (Lv 22:21). Na Nova aliança, o sacrifício de animais foi substituído pelo perfeito sacrifício de Jesus, porém ainda é ordenado aos crentes "que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12:1). Como uma oferta a Deus, nosso louvor deve ser "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus" (Fp 4:18). O Senhor nosso Deus é que decide o louvor que Lhe é agradável.

3. Como podemos saber qual é o louvor que agrada a Deus? Deus não nos abandonou à sorte, para descobrirmos por tentativa e erro, que tipo de louvor lhe é agradável. Temos na Sua Palavra, instruções claras e exemplos práticos de como deve ser o cântico que entoamos no culto. Basta-nos salientar neste artigo o seguinte ponto: a quem o louvor que cantamos exalta, a Deus ou ao homem? "Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem" (Is 42:8) é a reivindicação de Jeová. "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade" (Sl 115:1) deve ser nossa resposta. Acima de qualquer qualidade técnica ou melódica, nosso louvor deve refletir esse princípio.

É possível, triste mas possível, que você acredite que apesar do que a Bíblia diz, você pode cantar louvores que sejam clara ou sutilmente anti-bíblicos. Talvez você pense que seus gostos musicais vem antes da glória de Deus ou quem sabe Deus prefira o seu prazer ao dEle. Se este for o caso, permita-se ouvir o que Deus diz através de Isaías: "Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais!" (Is 1:13-14, NVI)

Soli Deo Gloria

Conferência Cante as Escrituras em Medianeira, PR


MAIS INFORMAÇÕES:
   clovis5solas@gmail.com
   045 3264-0450 (Edinéia)
   045 9945-8000 (Clóvis)




D'Cristo - Mercadore$ da Fé


A Samaritana e a Adoração

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Jo 4:23-24

Deus coloca a Sua glória acima de tudo e é motivado por ela. Através de Isaías Ele disse que “por amor de mim mesmo, por amor de mim mesmo, eu faço isso. Como posso permitir que eu mesmo seja difamado? Não darei minha glória a um outro” (Is 48:11). Deus é extremamente zeloso por Sua glória e jamais permite que alguém a roube ou diminua. Tudo o que existe e acontece tem o propósito último de glorificar o nome do Senhor, “pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm 11:36).

Assim, o homem foi criado para glória de Deus. O propósito final e o dever principal de todo homem é glorificar a Deus todos os dias de sua vida e em cada detalhe dela. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). O pecado pelo qual todos os “homens são indesculpáveis” é que “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus” (Rm 1:20-21). Em se tratando de pecadores entregues a uma disposição mental errada, é até compreensível que usurpem a glória devida ao nome de Deus, mas e na igreja? Tanto quanto no céu, o normal é que “a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!” (Ef 3:21). É na busca pela glória de Deus que o propósito divino e o dever e deleite humanos se encontram. Vemos isso ilustrado no episódio conhecido como o encontro de Jesus com a samaritana junto ao poço.

A adoração se dá num encontro. O evangelista registra que, indo Jesus da Judéia para a Galiléia, “era-lhe necessário passar por Samaria” (Jo 4:4). Na época, a Palestina era dividida em três províncias, Judéia, Galiléia e Samaria bem no meio delas. Havia, então, uma necessidade geográfica de que Jesus passasse por Samaria. Mas essa necessidade era evitável, e de fato muitos judeus atravessam o Jordão e contornavam Samaria, por motivos religiosos. Entendemos que a necessidade era mais que apenas de geografia. Havia alguém ali com quem Jesus queria se encontrar. E quando chegou a Sicar, uma cidade da província de Samaria, sentou-se junto a um poço. “Nisso veio uma mulher samaritana tirar água” (Jo 4:7) e o encontro se deu. Jesus planejou esse encontro e a conversa que se seguiu.

Nem sempre percebemos quantas barreiras Jesus quebrou nesse contato. A mulher ficou surpresa por Jesus lhe dirigir a palavra, assim como seus discípulos depois dela. “A mulher samaritana lhe perguntou: como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber? (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos)” (Jo 4:9). A primeira delas é a que separava judeus e samaritanos. Os dois povos não se comunicavam e um judeu comer ou beber em qualquer utensílio samaritano o tornava cerimonialmente impuro. Além disso, um homem daquela época não falava com uma mulher em público. E como Mestre, serial algo desonroso ter mulher como aluna. Mas Jesus não era dado a convenções sociais quando se tratada de buscar quem estava perdido.

Outro ponto marcante desse encontro é que foi um encontro do Santo de Deus com uma mulher pecadora. O narrador registra que o encontro “se deu por volta do meio-dia” (Jo 4:6). O horário usual de tirar água era pela manhã ou à tardinha, não sob o sol escaldante do meio-dia. Provavelmente por causa de sua má fama, queria evitar os olhares de reprovação. Mas Jesus conhecia detalhes da vida dela. “O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido" (Jo 4:18). Encontrar-se com Deus sempre nos leva ao reconhecimento de nossa própria indignidade, como Isaías confessa: “Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!" (Is 6:5).

Jesus não conhecia apenas os pecados dela, sabia o que ela mulher precisava. “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva” (Jo 4:10). Jesus é o melhor que Deus já deu ao homem, apesar daquele música dizer que "o melhor de Deus ainda está por vir". A água viva aqui é uma referência ao Espírito Santo, que vivifica o que crê em Jesus. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado” (Jo 7:38-39).

Infelizmente, a mulher buscava algo mais terreno e imediato. “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água” (Jo 4:15), pediu ela. Alguma semelhança com os que se dirigem à reunião de adoração procurando receber coisas materiais ao invés de desfrutar de Jesus e de Seu Espírito? Pois acima de nos dar coisas terrenas, necessárias e legítimas, o Senhor quer se revelar a nós. “Então Jesus declarou: Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você” (Jo 4:26).

Quando Jesus toca na sua poligamia, a mulher leva o assunto para a adoração. Creio que também era para onde Jesus queria dirigir a sua conversa, para instrução nossa. Então vemos, no conversa que se segue, um contraste entre a adoração samaritana e a adoração bíblica. E percebemos o quanto nossa adoração se aproxima daquela, quando deveria ser esta.

A adoração samaritana é centrada no homem. Notemos em primeiro lugar que, embora a mulher fale sobre adoração, ela jamais fala em adorar a Deus. “Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar" (Jo 4:20). Parece que a adoração era um fim em si mesmo. É uma adoração para agradar adoradores, sem ter Deus como referência. A única pessoa mencionada pela mulher é Jacó. “Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó?” (Jo 4:12), pergunta meio que desafiadoramente. A adoração moderna também tem o homem como referência. Prova isso a sede que os envovidos na adoração tem por títulos que os distinguem dos demais. É um desfile de "apóstolos", "levitas" e "ministros de louvor" e "pastoras". Sem contar que o critério de escolha dos louvores, por exemplo, se baseia em gostos pessoais, em detrimento da verdade bíblica. E prova isso a superficialidade e a exaltação humana nas letras. 

Além de centrada no homem, a adoração samaritana dependia do local. Os samaritanos disputavam que o melhor lugar para dorar era no monte Gerizim: “Nossos antepassados adoraram neste monte...” (Jo 4:20a). Os judeus, por sua vez, teimavam que o lugar certo para adorar era no templo, em Jerusalém, “...mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar" (Jo 4:20b). Uns e outros estavam errados, “pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mt 18:20), disse Jesus.

Porém, pior de tudo, é que a adoração samaritana era feita sem entendimento. “Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem” (Jo 4:22). Não tendo conhecimento de Deus, não há como oferecer uma adoração apropriada, pois como veremos a seguir, a adoração bíblica deriva da revelação que Deus faz de Si mesmo.

A adoração bíblica tem Deus como referência. Isso significa que tudo é feito para Deus e do jeito que o próprio Deus determina que seja feito. A adoração bíblica está fundamentada no Ser de Deus. “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24). Como Deus é, deve ser adorado. Além disso, a adoração é relacional, melhor dizendo, é uma adoração de filhos. Deus é Pai, e por isso “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai” (Jo 4:23). O Deus que adoramos é um Deus majestoso, mas é também Pai, um pai amoroso. Sendo Deus único, a adoração é exclusiva: "Não terás outros deuses além de mim” (Ex 20:3). Isso inclui outras pessoas e, muito especialmente, inclui a nós mesmos. “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!” (Sl 115:1).

A adoração bíblica é feita em espírito. Isso significa que só pode ser oferecida de forma aceitável por quem nasceu do Espírito. “Respondeu Jesus: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito" (Jo 3:5). Como “o que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (Jo 3:6), somente quem nasceu de novo pode adorar a Deus de forma aceitável.

Além de ser oferecida por pessoas espirituais, adorar em espírito significa que a adoração não depende de meios físicos. “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas” (At 17:24). Não devemos adorar a Deus através imagens ou outros “pontos de contato”.

E finalmente, adorar em espírito significa não ficar preso a cerimonialismos e rituais. A adoração samaritana era mera superstição, a dos judeus consistia de cerimonialismo sem valor em si mesmo. A adoração bíblia nem é supersticiosa, nem se baseia em rituais. “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne" (Cl 2:16,22-23).

Além do que foi dito, a adoração bíblica deve ser verdadeira. Isso significa que não pode ser apenas de lábios. “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens" (Mt 15:8-9). É oferecer algo vão apenas pronunciar palavras de louvor sem que nasçam de um coração renovado pelo Espírito Santo.

Sinceridade e boa intenção tampouco bastam para que a adoração seja verdadeira. Pessoas sinceras que adoram de forma errada estão oferecendo um louvor inaceitável a Deus. Ignorância não é desculpa para oferecer um culto corrompido ao nosso Deus. O mesmo Jesus que diagnosticou “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!” (Mt 22:29) também prescreveu o exame das Escrituras. A Bíblia é nosso manual de culto.

Ainda, a adoração verdadeira não tem a ver com sacrifícios aceitáveis ao homem. O fato de algo nos custar caro ou requerer grande esforço não torna nosso culto aceitável. “Samuel, porém, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22).

Finalmente, chegamos ao ponto em que queríamos chegar: adoração verdadeira é aquela que é oferecida em conformidade com as Escrituras. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). A regra que devemos seguir ao cultuar a Deus é: a adoração verdadeira é aquela feita conforme tudo o que Ele nos ordenou em Sua Palavra e que concorda inteiramente com a Bíblia em seu conteúdo. A adoração falsa é aquela que o Senhor não prescreveu ou que contraria o que a Bíblia ensina.

À luz do que foi dito, convém nos perguntarmos, perante Deus. Eu estou adorando unicamente a Deus ou estou dividindo sua glória com mais alguém, quem sabe, comigo mesmo? E se estou procurando honrar somente a Ele, será que estou fazendo de maneira agradável a Ele ou será que estou buscando uma satisfação própria, uma realização pessoal, através da adoração? Devemos tomar a firme resolução de adorar e exaltar unicamente a Deus, fazendo isso em Espírito e em Verdade, não apenas no culto público, mas também no nosso dia a dia, fazendo tudo para a glória de Deus. Para que consigamos viver dessa maneira, honrando a Deus em tudo, precisamos da ajuda do Espírito Santo. Sem Ele não podemos adorar a Deus de forma aceitável. Por isso, oremos pedindo a sua ajuda.

Soli Deo Gloria.

Gerar sonhos e feitiçaria

A música Gerando Sonhos tem sido cantada nas igrejas e até coreografias (moças rodopiantes com roupas esvoaçantes) tem sido montadas com essa trilha sonora. Isso prova que os evangélicos em geral (graças a Deus pelas exceções) aceitam de bom grado músicas que se aproximam perigosamente da  feitiçaria ao invés das verdades bíblicas. É o caso da música em questão. Mas justiça seja feita à cantora, ela não é a única a servir veneno de rato ao povo e, sem fazer juízo de sua inteligência, duvido que ela faça isso conscientemente. Na verdade, espero que seja assim.

A mensagem da música é que “Deus sonhou os teus sonhos”, que tais sonhos “são gerados em seu coração” e a ordem para você agora é “vai gerando, dando forma ao que Deus sonhou”, pois “o fruto que há dentro de ti é o fruto do Espírito de Deus”. Daí a repetida ordem “gere os sonhos de Deus, gere os sonhos de Deus” pois “Deus faz nascer os seus sonhos e vai te exaltar sobre a terra”. Resumindo: Deus sonhou, pôs o sonho dentro de você, você deve incubá-lo até que o sonho nasça e você seja exaltado sobre a terra. Apesar do palavreado tão gospel-contemporâneo, a teologia que subjaz é simples feitiçaria repaginada. Antes de explicar este ponto, deixe-me mostrar que a letra não tem suporte bíblico.

A Bíblia jamais disse que Deus sonha. Sonho é a representação de alguma coisa ou fato na mente enquanto a pessoa dorme ou é um anelo, uma aspiração, algo que se quer alcançar. Deus não dorme (Sl 121:4), portanto, Deus não sonha como nós sonhamos. E como “o Senhor faz tudo o que lhe agrada, nos céus e na terra, nos mares e em todas as suas profundezas” (Sl 135:10) não fica acalentando sonhos “faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade” (Ef 1:11). Desde a eternidade, Deus determinou tudo o que vai acontecer e agora está conduzindo a História para o fim que Ele estabeleceu: “Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada” (Is 46:10). Se a Bíblia não diz que Deus sonha e como “o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou” (Rm 1:19), não devemos afirmar sobre Ele o que a Bíblia não afirma.

A Bíblia jamais disse que Deus coloca sonhos nas pessoas. É verdade que Deus deu sonhos a Abraão, Jacó, José, Faraó, aos profetas, à mulher de Pilatos e muitos outros. No Antigo Testamento o substantivo halôm sempre significa sonho “no sentido simples de quando a pessoa dorme” ou como uma visão profética, de caráter revelacional. Esse sentido, de sonho como meio de revelação, encontra-se na primeira ocorrência do termo, em Gn 20:3: “Certa noite Deus veio a Abimeleque num sonho e lhe disse: Você morrerá! A mulher que você tomou é casada" (Gn 20:3). No Novo Testamento, os termos onar e enupnion significam “visão no estado em que a pessoa dorme” e “o que aparece no sonho”, respectivamente. Quando se refere ao sentido revelacional, o termo horama é utilizado. Os sonhos são prontos, não são um ovo que precisa ser incubado, gestados no crente até que nasçam. Essa idéia é estranha à Escritura.

Gerar sonhos é alquimia xamanista. A ideia que sonhos são como um ovo fecundado que o crente deve gestar até que se realizem (nasçam) não é encontrada nas Escrituras. De onde então os compositores tiraram essa idéia, que não passa de alquimia mental? Do mau e antigo xamanismo, vestido de uma roupagem moderna pelos psicólogos “transpessoais” e difundidos pelos ativistas da Ciência Cristã e Nova Era. De acordo com o Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, Xamã é o "feiticeiro ou curandeiro que se torna intermediário entre o mundo espiritual e o material". O xamanismo visa criar ou manipular a realidade através de visualizações criativas, que é a mesma coisa que “sonhar e gerar os sonhos de Deus”.

O pastor Morton Kelsey admite a prática xamanista como benigna. Ele acredita que a feitiçaria, a bruxaria e outras formas de xamanismo não são más em si, mas são legítimas na medida que as usamos em amor e para o bem. Para ele, Xamã é “alguém em quem o poder de Deus está concentrado e pode, assim, fluir para outros”. O pastor pentecostal Paul Yonggi Cho comprou a idéia, mas atribuiu-a ao Espírito Santo, e escreveu que “visualizando e sonhando você pode incubar o seu futuro e chocar os resultados... assim os homens [crentes e ocultistas] explorando a esfera espiritual da quarta dimensão pelo desenvolvimento de visões e sonhos concentrados em sua imaginação, podem pairar sobre a terceira dimensão e incubá-la, influenciando-a e transformando-a” (A Quarta Dimensão). Na mesma obra, Cho diz que “precisamos aprender... a visualizar e sonhar a resposta já completa quando vamos ao Senhor em oração... podemos incubar aquilo que queremos que Deus faça por nós”.

Dave Hunt e T. A. McMahon, em sua obra A Sedução do Cristianismo, da qual retiramos a maior parte das citações acima, traçam a trajetória dessas técnicas psicoespirituais desde o paganismo antigo, passando pelo xamanismo primitivo, chegando à psicologia transpessoais e finalmente aterrissando no terreno evangélico via importação de expoentes da Nova Era. A popularização através de louvores contemporâneos apenas mostra o quanto é lamentável que os crentes tenham deixado de lado a Bíblia e levado o povo a praticar algo que se não é feitiçaria pura, tem muito a ver.

Soli Deo Gloria

Segue abaixo a letra completa da música Gerando os Sonhos de Deus, com grifos meus:

No fundo do teu coração são gerados os sonhos de Deus
Deus sonhou os teus sonhos e muitas das vezes querem matar.
Mas os sonhos gerados em teu coração só você e Deus conhecem,
Se você sonha dentro de um poço
Deus invade o calabouço e restaura os teus sonhos...
Vai gerando,  
Dando forma ao que Deus sonhou,
Não desista dos sonhos de Deus,
Deus reaviva dentro de você...
Mesmo que venham palavras pra ti afligir,
O fruto que há dentro de ti
É o fruto do Espírito de Deus
Em você são gerados os sonhos de Deus...
Ninguém vai matar,
ninguém vai destruir o que Deus planejou.
Em teu coração são gerados os sonhos de vitória,
Ousadia para glória de Deus...
Pode gerar
Sonhos em um poço não vão sufocar,
Deus faz nascer teus sonhos e vai te exaltar sobre a terra,
Deus cumpre as promessas,
Gere os sonhos de Deus...
Gere os sonhos de Deus...
Mesmo que lágrimas desçam,
mesmo que pareça infinito,
Não desista,
Jamais se frustre,
Porque Deus é contigo,
É contigo...

Como seria nosso louvor, se fosse sincero


Projeto Ressurgência #1: Diante do Trono de Deus nos Céus



Credo Apostólico numa linda canção


Sensibilidade



Dica de Jonas Madureira, via Facebook.

Deixar Deus agir?

Deus não precisa pedir licença ao homem para agir dentro dele. Essa é uma obra divina que não deixa o homem ser autônomo nem independente. Infelizmente, mesmo em meios evangélicos, há aqueles que insistem no fato de o homem deixar Deus agir em sua vida, nas mais variadas áreas. Deus tem que ter a licença humana para poder trabalhar na sua criatura. Essa teologia fica expressa em vários hinos e cânticos que nossas igrejas cantam. Essas igrejas são educadas na fé pelas músicas que cantam e, muitas vezes, as que prevalecem são as que ensinam coisas erradas. E uma das coisas erradas é a de que Deus age com a condição de nós o deixarmos agir. - “opera em nós tanto o querer como o realizar” (Fp 2.13). (Heber Campos)

Sonhos, sonhos e sonhos...

Tenho ouvido o que dizem esses profetas que profetizam mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Jr 23:25

Martin Luther King tinha um sonho, na padaria da Mary tem dúzia deles (inclusive de goiabada, que me faz sonhar), mas ninguém tem tanto sonhos como os levitas modernos. É tanto sonho nos louvores que os próprios pregadores fizeram de sonhos a temática de suas pregações

São sonhos de todos os tipos e para todos os gostos. Raquel Malafaia sonha "sonhos de vitória", enquanto Nani Azevedo tem "sonhos de alegria", Diante do Trono tem "sonho de amor" e Genésio de Souza tem "sonhos de louvor e adoração". Há sonhos ameaçados de morte, pois "tentaram matar os seus sonhos" (Ludmila Ferber), alguns "sonhos já morreram" (Mara Lima), mas como a Lázaro "Deus faz ressuscitar" os sonhos (Mara Lima).

Nossos sonhos são bons, mas é melhor "os sonhos que Ele sonhou para mim" (Nani Azevedo), pois "os sonhos de Deus são maiores que os meus" (Nani Azevedo). E como "infinitos são os sonhos de Deus" e por maior que sejam os nossos, os de Deus "supera seus sonhos", é melhor ficar com "os sonhos que o meu Deus sonhou pra mim" (Alda Célia), afinal "Deus sonha os teus sonhos por você" (Melissa).

Apesar de que "o sonho de Deus é maior" (Robson Fonseca), pode ser que Deus não sonhe por você. Neste caso, você mesmo pode "gerar os sonhos de Deus" (Raquel Malafaia), afinal "você foi escolhido pra gerar os sonhos de Deus" (Jossana Glessa). Não fique sem sonho, declare com J. Neto: "escolhi sonhar os sonhos de Deus" (J. Neto). Mesmo que alguém diga que "os teus sonhos são pura imaginação" (Mara Lima) e que "jovens sonhadores são ingênuos e só quebrando a cara aprenderão, não desista de seus sonhos" (Henrique Cerqueira), pois "se você acredita nos seus sonhos Deus investe em você" (Michelle Nascimento).

"Há quem diga ainda que Deus não realiza sonhos" (Beatriz Andrade), mas isso é porque "o inimigo quis roubar, tua vontade de sonhar" (Rayssa e Ravel). "Nunca deixe de sonhar, Deus pega o pesadelo e faz virar canção" (Michelle Nascimento).

Todo lugar é um bom lugar para sonhar. Raquel Malafaia sonha "dentro de um poço", lugar onde são "gerados os sonhos de Deus". Ou pode entrar "no celeiro dos sonhos" com Ludmila Ferber. E se estiver difícil sonhar, sonhe "os sonhos de Deus com o toque do shofar" (Gilmar Brito), que ajuda.

E de sonho em sonho, vamos esquecendo a realidade do evangelho...

Soli Deo Gloria

Ele dá mais graça



Ele dá mais graça quando as cargas se tornaram maiores,
Ele envia mais força quando os trabalhos aumentam;
À aflição adicionada, Ele acrescenta a Sua misericórdia,
Às provações multiplicadas, a Sua paz multiplicada.
Quando [você] esvazia [seu] estoque de resistência,
Quando a [sua] força tem falhado antes do dia terminar,
Quando [você] chega ao término de [seus] recursos acumulados,
A totalidade do [seu] Pai ao dar está apenas começando.
O Seu amor não tem nenhum limite;
A Sua graça não tem nenhuma medida,
O Seu poder não tem nenhum limite conhecido para os homens;
Pois de Suas riquezas infinitas em Jesus,
Ele dá, e dá e dá novamente!

Annie Johnson Flint
Hymns for the Family of God

Melhor que o RR Soares


A dica me foi passada pelo Iverson, por email.

O canto congregacional


Cantar o evangelho juntos, como uma igreja integrada, forja a unidade em torno da doutrina e prática distintivamente cristãs. Nossas canções congregacionais funcionam como credos devocionais. Elas nos dão linguagem e oportunidade de encorajar uns aos outros na Palavra e convocar uns aos outros a louvar nosso único Salvador. Uma das funções mais importantes do canto congregacional é que ele ressalta a natureza corporativa da igreja e do ministério mútuo que nos edifica na unidade. Uma das razões por que nos reunimos todas as semanas é nos recordarmos que não estamos sozinhos em nossa confissão de Jesus Cristo e nossa convicção das verdades espirituais que sustentamos com tanta apreciação.