Mulher e teologia: uma mistura graciosa


"Dizem que mulher não gosta de teologia, mas que mentira absurda". Este poderia ser o primeiro verso de uma música sobre mulher e teologia. Embora pareça, teologia não é coisa de marmanjo, apenas. É bem verdade que numericamente elas estão em minoria, mas não a ponto de serem inexpressivas, pelo contrário, como em quase tudo que fazem, o fazem muito bem e não raro melhor do que os homens, destacando-se por isto.

Eu havia pensado em escrever sobre as mulheres da Bíblia, como Débora, Hulda, Priscila, Evódia, Eunice e tantas outras heroínas da fé. Ou sobre teólogas da história e do presente da igreja, tais como Hanah Adams, Jacqueline Arnaud, Madeleine Barot, Catherine Booth, Suzanne de Dietrich, Irene Foulkes,  Madame Guyon, Georgia Harkness, Anne Hutchinson, Juliana de Norwich, Aimée Semple Mcpherson, Lucretia Mott, Rosvita, Ruth Rouse, Letty Russel, Tereza de Ávila, Katharina Zell entre outras. Mas resolvi falar de algumas mulheres da blogosfera teológica. Infelizmente, o que segue é apenas uma amostra.

A Nani diz de si mesmo que está azedando a blogsfera há dois anos. Prefiro pensar que ela pega os limões dos mercadores da palavra e novidadeiros que invadem o pomar de Deus e nos serve deliciosas limonadas. Em sua caminhada na graça, Marcia Gizella não abre mão da graça, batendo sem dó nos que tentam vilipendiá-la com suas doutrinas e práticas heréticas. Como estrangeira no mundo, mesmo estando de passagem aqui, Vera Siqueira denuncia cartazes e videos de mascates e estelionatários da fé. E R. Reis, ao redor de jabuticabeiras publica a verdade e denuncia a mentira dos falsificadores da Palavra.

Não poderia deixar de falar da admirável Norma Braga e seu esforço para recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais. É um dos meus escritores preferidos na net, especialmente naquilo que consigo acompanhar. E nem da Ivonete Silva, que como eu ama tirinhas, mas também é uma teóloga capaz e com seu bom humor desfaz o estereótipo do calvinista sizudo. E, como a cereja do bolo se coloca por último, encerro mencionando a fiore delicato entre as teólogas da blogosfera.

Parabéns a todas as mulheres, mas especialmente àquelas que somam forças com a homarada na defesa da fé uma vez entregue aos santos e santas.

PS.: Estou certo que cometi alguma injustiça, deixando de indicar blogs de mulheres virtuosas da net. Injustiça que pode ser reparada pelos leitores e leitoras, indicando o que me escapou.

7 comentários:

  1. Clóvis!
    Linda homenagem... Obrigada pela lembrança e parabéns pela sua criatividade!!!

    Abraços!!!

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  2. Olá Clóvis, muito obrigada, gostei muito do texto,inclusive foi bom para eu conhecer outras mulheres neste espaço chamado "blogosfera",(já conheço a Vera e a Nani) vou visitar os links. agradeço .Deus te abençoe, abraço!

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  3. Uau, que lindo o seu texto!!!
    Muito obrigada pela homenagem.

    Que Deus te abençoe imensamente!

    Rocelma

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  4. Meninas,

    Vocês merecem!

    Em Cristo,

    Clóvis

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  5. Clóvis, muito fofo!
    Obrigada. Fiquei muito feliz com o texto, não somente pela homenagem, mas por despertar a valorização das mulheres que estudam teologia representadas pelas "blogueiras teólogas".
    Um abração.

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  6. Ivonete,

    Vocês são umas bênçãos.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  7. Clóvis, obrigada pela lembrança dos blogs, e pela homenagem que sei que é direcionada a todas as mulheres que lutam pela defesa da fé no verdadeiro Cristo. Umas se utilizam de blogs, outras edificam seus lares, outras agem em suas comunidades, outras mais se tornam mártires anônimas nos confins desse mundão, porém que em tudo isso o nome de Deus seja glorificado sempre. Que toda a honra e toda a glória seja a Ele.

    Um abração em Cristo,

    Vera Siqueira

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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