Deus é (de fato) o Salvador de todos os homens

Temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. 1Tm 4:10 TB
Na falta de versículos que declarem o livre-arbítrio do homem e fazendo pouco caso das várias declarações bíblicas da eleição graciosa e soberana, os arminianos gostam de desafiar os monergistas a explicar passagens que apresentam alguma dificuldade para o esquema calvinista. E é claro, não negamos a existência de dificuldades e reconhecemos que nem sempre temos uma explicação que as remove completamente. Porém, permanece o fato de que o peso das evidências bíblicas em favor da soberania divina na salvação é algo esmagador.

O texto em epígrafe é um dos que apresentam certa dificuldade, embora não seja insuperável. O texto diz que Deus “é o Salvador de todos os homens”, no que enseja muitos a verem nele uma declaração positiva do universalismo, seja real ou hipotético. De qualquer modo, uma explicação universalista não é a única possível, na verdade é a menos provável. 

Paulo usa dez vezes o termo Salvador nas pastorais, seis delas em referência a Deus Pai. Em nove vezes o termo é um título (soteros), mas em uma delas, exatamente no verso em questão, é um predicativo (soter). Creio que isto coloca a ênfase na pessoa de Deus e dá força ao que Ele faz. Quando o texto diz que Deus "é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem", está declarando o que Ele efetivamente faz, não o que pode fazer. Dizer que Deus é o Salvador potencial de todos os homens e o Salvador real dos crentes não faz justiça à força da expressão paulina.

Consideremos a hipótese de que Deus é o Salvador no sentido de levar a pessoa para o céu. Temos duas dificuldades aqui. A primeira, é que todos os homens serão levados para o céu, mesmo aqueles que não creem em Cristo, pois Deus é o Salvador de todos eles. A segunda é que a frase "especialmente dos que crêem" fica vazia de sentido, pois se o descrente é levado para o céu, como o crente pode ser "especialmente" levado ao mesmo céu?

Uma explicação mais simples, ao meu ver, pode ser encontrada a partir do significado mais amplo de Salvador e dos versos anteriores, especialmente o 8. A palavra soter também significa libertador, preservador, como atestam inúmeros especialistas. E o verso 8 faz referência à "vida presente e da que há de vir". Neste contexto, é coerente entender que Deus é o Doador e o Preservador da vida de todos os homens, uma vez que "nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17:28). E no que diz respeito aos crentes, o cuidado de Deus é especial, pois inclui não apenas suas necessidades físicas, mas também e especialmente seu bem estar espiritual.

Estou ciente que muitos entendem que Deus é o Salvador de todos os homens no sentido de intencionar levar a todos para o céu. Mas isso torna Deus um Salvador potencial, e não um Salvador de fato. E como vimos, o termo Salvador como predicativo requer mais do que apenas querer fazer alguma coisa, mas se refere a quem efetivamente o faz.

Soli Deo Gloria

37 comentários:

  1. É uma passagem meio complicada pra ser analisada. Mas gostei da abordagem e dos argumentos

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    1. Falou que vinha, e veio!

      Seja sempre bem vindo.

      Em Cristo,

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  2. Hum... Vou aos meus comentários.

    Na falta de versículos que declarem o livre-arbítrio do homem e fazendo pouco caso das várias declarações bíblicas da eleição graciosa e soberana, os arminianos gostam de desafiar os monergistas a explicar passagens que apresentam alguma dificuldade para o esquema calvinista.

    Por dois motivos: tais passagens apresentam dificuldades ao pensamento 'monergista' (palavra essa que, acredite, poderia descrever muito bem o arminianismo), e porque a mesma coisa ocorre do nosso lado da barreira. Ou acaso os arminianos não confessam dificuldades numa leitura apressada de Romanos 9, João 6 e Efésios?

    Segundo: quem disse que 'fazemos pouco caso da soberania'? Para qualquer cristão ortodoxo, falar Deus é soberano é como falar que o carvão é preto.

    Terceiro: falta de versículos a favor do livre arbítrio? Faça-me o favor! Existem até mesmo calvinistas, como Alvin Plantinga, que admitem o livre arbítrio libertário... E, mesmo que eu não use de tal apelo à autoridade muitas vezes, é fato mais que incontestável que os Pais da Igreja criam em liberdade libertária (não em versões compatibilistas como a de J.Edwards).

    Mas eu não gosto de, definitivamente, brincar de metralhadora de versos. Sempre preferi interpretação de textos e refutatio, são armas mais inteligentes e afiadas. De todo modo, já discuti em outro testo acerca de Dt 30 e suas implicações para o determinismo calvinista.

    Porém, permanece o fato de que o peso das evidências bíblicas em favor da soberania divina na salvação é algo esmagador.

    Algo que nunca foi objeto de disputa. Para provar, deixo um comentário de Roger Olson, arminiano perseverantista:

    Os “eleitos” são escolhidos por Deus. Sobre estas doutrinas, calvinistas e arminianos concordam. Eles discordam sobre o papel que o livre-arbítrio desempenha em se uma pessoa está entre os eleitos e assim predestinada por Deus. Os calvinistas negam o livre-arbítrio como poder de escolha contrária e afirmam que a graça de Deus é irresistível. Os arminianos acreditam em livre-arbítrio como poder de escolha contrária e dizem que a graça nunca é imposta sobre ninguém; as pessoas podem e resistem à graça de Deus.


    Seguindo o teólogo holandês Jacob Arminius (que morreu em 1609), os arminianos creem que Deus é soberano. De fato, Deus é tão soberano que ele é soberano sobre sua soberania. Em outras palavras, Deus limita seu poder para dar espaço ao poder humano da livre escolha, incluindo a liberdade para resistir à graça. Livre-arbítrio não é um resíduo de bondade humana que sobreviveu à queda no jardim; é um dom da graça de Deus que nos capacita a responder livremente à oferta de Cristo no evangelho.
    (http://arminianismo.wordpress.com/2011/02/28/deus-e-soberano-sobre-a-sua-soberania/)

    Segue...

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    1. André R. Fonseca30 de maio de 2012 06:38

      Eu já li na Biblia que fé é um dom, mas ainda não encontrei um texto para livre-arbítrio como dom... alguém poderia me ajudar! Já que os arminianos gostam tanto de se apegar ao emprego de palavras isoladas poderiam dar um jeito nessa aí também...

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    2. Se você permitir que eu não me limite à palavra exata 'livre arbítrio libertário (LAL)' como 'o poder de tomar escolhas não-causadas externamente' e esse imenso blá-blá-blá filosófico, acho que consigo alguns versos e histórias interessantes. Bem, eu vou pressupor que o livre-arbítrio existe, já que você pediu para eu provar que ele é um dom, e não para provar que ele existe.

      Vamos ver então se estes versos servem:

      *"A alegria do SENHOR é a nossa força" (algum lugar de Neemias);
      *"Sem mim nada podeis fazer" (Evangelho de João);
      *"Ninguém pode vir a mim se o Pai que o enviou não o trouxer" (Evangelho de João);
      *"Todo bom dom vem do alto" (Missiva de Tiago);
      * Um trecho de Êxodo, no qual Deus, por meio de Moisés, convoca o povo a doar ofertas para construir o Tabernáculo, falando algo como 'que dê todo homem tanto quanto o SENHOR mover em seu coração';
      * Jesus afirmando que a revelação que Pedro recebeu - 'Tu És o Cristo, Filho do Deus Vivo' - não veio de Pedro mas do Espírito (Evangelho de Marcos);

      *e o mais convincente EMHO, que rendeu uns dois ou três parágrafos sobre fé&obras no livro de C.S. Lewis, "Cristianismo Puro e Simples" (e que, eu não sei por que raios, os calvinistas amam atirar o segundo verso sem reparar no primeiro):

      "Operai a vossa salvação com temor e tremor;
      Porque é Deus quem opera em vós tanto o querer quanto o realizar."(Missiva aos Filipenses, creio eu)

      E, de uma maneira bem mais geral, a afirmação de que 'nele somos e existimos' (Paulo em algum sermão em algum lugar no livro de Atos) também ajuda bastante, pois engloba todos os versos acima.

      Talvez eu possa fazer um pouco pior: o endurecimento de Faraó também mostra que o LAL é um dom de Deus. Afinal, ao endurecer o coração de Faraó Deus retirou/restringiu sua liberdade - e se Deus retirou é porque Deus é quem decide a quem dar ou tirar, e o quanto dar ou tirar.

      (É claro, eu faria uma longa argumentação de que Deus não fez isso de maneira incondicional, lálalá e etc, mas deixa isso pra outro post...)

      Fazendo outro jabá pro meu blog, o ensino da concorrência divina (http://credulo.wordpress.com/2012/02/09/traducoes-credulas-a-doutrina-arminiana-da-concorrencia-divina/) reúne boa parte do que estou a falar... E ela demonstra que não só o LAL mas também a própria fé são dons de Deus!

      No mais, satisfeito ou não, fique na paz de Cristo para que resistamos em meio a um mundo que jaz no Maligno (totalmente de acordo com o último verso).

      P.S.: 'emprego de palavras isoladas'... Caso o PCA tenha razão, isso não vale também para o texto acima?
      Eu não tô ainda com 'bala na agulha' pra apontar acusações idênticas a essas, mas vou acelerar uma tradução "só" por causa disso!...

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    3. Então, Credulo:

      1. "Quem disse que 'fazemos pouco caso da soberania'?"

      R1. Sei lá. O que eu disse foi "fazendo pouco caso das várias declarações bíblicas da eleição graciosa e soberana"...

      2. "Falta de versículos a favor do livre arbítrio? Faça-me o favor! Existem até mesmo calvinistas, como Alvin Plantinga, que admitem o livre arbítrio libertário..."

      R2. Até onde vai minha informação, Platinga não escreveu nenhum versículo bíblico...

      3. "Os arminianos acreditam em livre-arbítrio como poder de escolha contrária... Deus limita seu poder para dar espaço ao poder humano da livre escolha... livre-arbítrio... é um dom da graça de Deus que nos capacita a responder livremente à oferta de Cristo no evangelho"

      R3. Tampouco Roger Olson escreveu a Bíblia. Então gostaria de ver alguma passagem bíblica que afirme o livre-arbítrio como poder de escolha contrária e como dom da graça, além de algum lugar onde Deus diga que limita seu poder para dar espaço ao poder de escolha humano.

      Em Cristo,

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    4. 4. "Bem, eu vou pressupor que o livre-arbítrio existe já que você pediu para eu provar que ele é um dom, e não para provar que ele existe..."

      R4. Normal, o seu LAL é apenas isso mesmo: uma pressuposição não provada.

      Em Cristo,

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    5. 5. "Vamos ver então se estes versos servem: [a] "A alegria do SENHOR é a nossa força" (algum lugar de Neemias); [b] "Sem mim nada podeis fazer" (Evangelho de João); [c] "Ninguém pode vir a mim se o Pai que o enviou não o trouxer" (Evangelho de João); [d] "Todo bom dom vem do alto" (Missiva de Tiago); [e] Um trecho de Êxodo, no qual Deus, por meio de Moisés, convoca o povo a doar ofertas para construir o Tabernáculo, falando algo como 'que dê todo homem tanto quanto o SENHOR mover em seu coração'", [f] Jesus afirmando que a revelação que Pedro recebeu - 'Tu És o Cristo, Filho do Deus Vivo' - não veio de Pedro mas do Espírito (Evangelho de Marcos) e o mais convincente EMHO... [g]"Operai a vossa salvação com temor e tremor; Porque é Deus quem opera em vós tanto o querer quanto o realizar."(Missiva aos Filipenses, creio eu) [h] 'nele somos e existimos' (Paulo em algum sermão em algum lugar no livro de Atos).

      R5. Interessante que para provar o "poder" do livre-arbítrio, utiliza versículos que negam o poder do homem e afirma o poder de Deus. Vejamos cada um deles:

      a. "Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força" (Ne 8:10).

      Temos uma nova definição para livre-arbítrio: alegria. Deus dá alegria e proteção ao seu povo, logo livre-arbítrio existe e é um dom!

      b. "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15:5)

      Qualquer leitor atento vai notar que o texto se refere a crentes, e que o fazer se refere a produzir frutos. E mais: o texto afirma que sem Cristo o crente não pode fazer nada. Ver o livre-arbítrio aqui só mesmo com uma mega-pressuposição.

      c) "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6:44).

      "Ninguém pode vir" nega a existência do livre-arbítrio como "poder" de escolha. Novamente, haja pressuposição para introjetar livre-arbítrio aqui.

      d. "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" (Tg 1:17).

      O texto afirma que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Pai das luzes. Resta você mostrar que o livre-arbítrio é um dom.

      e. Desculpe, não achei a referência mencionada.

      f. "Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus" (Mt 16:16-17).

      Mais uma definição para livre-arbítrio: revelação. Você leva a sério a permissão de não se limitar à palavra exata ao identificar livre-arbítrio nessas passagens. Quer dizer que a Bíblia foi escrita através do livre-arbítrio=revelação dos seus autores?

      g) "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2:12-13)

      Primeiro, Paulo está falando a crentes e não do homem em geral. Segundo, Deus é quem opera eficazmente o querer e o realizar do crente. Dom do livre-arbítrio?

      h. "Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração" (At 17:28)

      Paulo não está falando de livre-arbítrio humano algum, mas de "Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas" (At 17:24) e que "a todos dá vida, respiração e tudo mais" (At 17:25). Existir, viver e respirar também virou livre-arbítrio?

      Em Cristo,

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    6. Clóvis,

      e) Provavelmente é uma referência a Êxodo 35 e 36, onde o povo leva ofertas voluntárias para a construção do Tabernáculo.

      Mas ali, "voluntariedade" não significa que a vontade é autonoma, mas simplesmente que não é regida por uma lei, não havia lei que forçasse ninguém a doar algo para o Tabernáculo.

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    7. A propósito, deve ser muito interessante assitir a uma pregação do Crédulo. A maneira como ele usa as referências bíblicas deve ajudar bastante os ouvintes.

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    8. Caso não tenham notado - e espero realmente que não tenham notado-, esta foi uma resposta ao André:

      não encontrei um texto para *livre-arbítrio como dom*... alguém poderia me ajudar!

      A pergunta do André não foi demonstrar explicitamente a existência de livre-arbítrio, mas sim para evidenciar livre-arbítrio como dom divino (do mesmo modo que a fé).
      Portanto, estou legalmente justificado em pressupor a existência do livre arbítrio libertário.

      Com isso, eu posso desconsiderar boa parte de suas respostas,me divertir com as que me interessem, e anotar sua grandiosa falha em uma simples interpretação. Uma falha realmente séria:

      4. "Bem, eu vou pressupor que o livre-arbítrio existe já que você pediu para eu provar que ele é um dom, e não para provar que ele existe..."

      R4. Normal, o seu LAL é apenas isso mesmo: uma pressuposição não provada.

      Uma resposta retoricamente bastante intimidatória, mas como diria William Lane Craig contra o ateu compatibilista Sam Harris: 'eu não vou me levar por red herrings'.

      Ednaldo: nope, não sou nem quero ser pregador. Eu supus que vocês teriam mais tempo que eu (no intervalo do serviço) para pesquisar e colocar referências detalhadas - puxei isso tudo de cabeça. E dado o tom informal do post, não me senti obrigado a copiar e colar a todo momento da minha Xiphos. Assim sendo, mesmo sua pequena ironia procede tanto quanto plantação de unicórnios de dois chifres.

      Agradeço a vós por perderem imenso tempo em minúsculo mal-entendido.

      nEle Somente,
      sempre Credulo.

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    9. André R. Fonseca30 de maio de 2012 17:59

      Pois é, né Clovis... noutro dia ele lançou o desafio para os calvi apresentarem um texto bíblico com pslavras-chaves... hoje ele manda essa verborreia acima e ainda se sente o bicho...

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    10. Aonde? Poderia me dizer? Sério mesmo, escrevi tanta coisa aqui que eu nem lembro mais.

      Aliás, sobre eu me sentir o bicho: até agora você não deu uma resposta à altura para Deuteronômio 30 à luz do determinismo - na qual você chama Moisés de mentiroso, ou dá a entender que o que Moisés fala não passa de 'esperança de pregador'.

      Até as respostas de outros dois calvinistas, o Bryan e o Emerson, foram melhores que a sua.

      O link está lá embaixo, aliás vou até retornar a ele pra deixar mais conciso e evitar a verborragia.

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    11. Credulo, sinceramente... dado seu alto nível de desonestidade intelectual, não vou me dar o trabalho de procurar em qual post está sua citação. É só mais uma entre muitas desonestidades de sua parte.

      Quanto à minha leitura de deuteronômio... vc já leu sobre, ou considerou, a redação deuteronomista do pentateuco? Deuteronômio, pra mim, é claramente obra de um redator pós-exílico. Pra mim, isso muda muita coisa quanto à abordagem do texto.

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    12. Desonestidade intelectual? Bem lembrado: li esses dias um post do Internet Infidels no qual Richard Carrier, estudioso do NT critica duramente a interpretação calvinista dada a 1Tim 2:4, feita em um debate arquivado por lá. É notável o tom de suas palavras:

      *Esta interpretação é infundada sobre o grego. Na verdade, a própria noção de que "pas" pode por si só significa "todos os tipos" em qualquer sentido restritivo como esse é uma mentira completa. Mas a passagem nem mesmo começa com uma referência a "tipos" de homens, mas muito claramente visa à inclusão de todos os homens. Além disso, não é 2:4 gramaticalmente relacionado com 2:1-2. Pois 2:1-2 contém o que Paulo deseja que os cristãos façam, enquanto 2:4 contém o que Deus quer para o mundo. Estes são contextos diferentes, e assim não se pode importar o contexto de 1-2 em 4. Este é um clássico argumento ingênuo que viola todas as leis da gramática e da lógica, para conseguir que uma passagem diga precisamente o que definitivamente não diz. No entanto, é um tipo muito comum de argumentação, encontrada com freqüência."

      Redação deuteronomista? A teoria JEDT, creio eu. Eu não a estudei a fundo, até porque não me interesso por linguística e historiografia mais crítica textual, e passo essa matéria a quem entende mais que eu.

      Mas, ainda assim, isto pouco importa - se isto minar o meu argumento, a tradução ou deve estar violentamente imperfeita (e não apenas confusa, como Pv 16:4) ou a inspiração do texto deve ser abandonada.

      Mas creio já ter argumentado que se não há LAL então Deus se torna a origem do pecado. É um passo bastante macho, digno dos cheungistas aliás.

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    13. André R. Fonseca1 de junho de 2012 06:02

      Credulo,
      Quem tem dificuldade de aceitar o LAL e suas implicações aqui é você... aliás, não sei nem o que vc está fazendo aqui???? Deve ser guerra ideológica... pronto, lembrei... vc quer o que mesmo? Tocar o terror na bolha calvi... ui que meda!!!

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    14. André R. Fonseca1 de junho de 2012 06:15

      Credulo, dada a sua desonestidade intelectual, vc poderia passar a fonte de sua citação de Richard Carrier? Você já traduziu um texto do Cheung para um dos seus "refutatio" (que meda de novo) e omitiu propositalmente um pronome para criar um furo no trabalho do cara fazendo o argumento dele parecer idiota e o seu brilhante.

      Não dá pra acreditar em você. Quando citar, especifique as fontes!

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    15. André R. Fonseca1 de junho de 2012 06:23

      Credulo,
      Richard Carrier não defende o ateísmo e a metafísica naturalista?

      "There is simply no more evidence for Jehovah than there is for Zeus. Christians find no reason to believe that Zeus exists, so they do not believe in him. For the same reason, I do not believe in Jehova. God himself is more than welcome to share an honest conversation with me. Until he does, I have no reason to trust that anyone is a reliable spokesman for any god." fonte: http://www.infidels.org/library/modern/richard_carrier/atheism.html

      Pronto, agora os arminianos estão de mãos dadas com o ateus! Quem se alinha mais ao pensamento arminiano em favor da liberdade humana? UM ATEU!!!

      Credulo, acho que vc deveria calar a boca!

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    16. Eu conheço o trabalho de R. Carrier faz pouco tempo, e sei que ele é um ex-taoísta, ateu naturalista secularista, membro da FFRF, historiador e filósofo. Estou até procurando um debate que ele teve acerca da ressurreição de Jesus, e um trabalho dele sobre Bayes e história do NT.

      Sempre foi de meu interesse estudar o ateísmo, saber como meus futuros colegas de estudos e profissão pensam é fundamental. Isto não me torna menos cristão, não me torna mais ateu, e não torna a exegese dele falsa - muitíssimo pelo contrário, é um tapa na cara dos cristãos. Nada como um ad hominem só pra começar...

      A fonte da citação de Carrier? Oras, é algo tão conhecido que nem me dei ao trabalho, mas eis aqui: http://www.infidels.org/library/modern/richard_carrier/bible.html

      Sobre o trabalho do Cheung, dou minha cara a tapa que o desonesto aqui é você. Eu não eliminei nenhum pronome de nenhuma citação de Cheung - até porque eu não traduzi nada:
      * acompanhei a tradução do fórum monergismo, quando caçava contra-argumentos a versos-prova do arminianismo;
      * sem crer no que estava lendo, procurei o original, e vi que o Cheung só piorou o que já era ruim - uma exegese de James White, coisa que eu acho que você já deve saber, afinal de contas eu passei um link para a fonte de onde peguei os Três Grandes Versos: http://www.objectivegospel.org/the-big-three
      * Não fiz citação explícita a Cheung, eu lidei com a semântica de seus argumentos, e apontei três pontos de apoio. E levei cada um deles até aonde as consequências apontavam. Não tem nada de pronominho omitido na fala de Cheung.

      O pronome ao qual você se referiu, em um antiquíssimo post deste blog, era parte da tradução bíblica que eu uso, baseada numa versão antiga da Almeida, a Bíblia Livre. Eu poderia muito bem ter traduzido diretamente da Young's, e aquele pronome não faria diferença alguma. Mas claro, isso faz uma imensa diferença diante da evidência semântica...

      Eu, tocando terror em calvinistas? Magina... teve até um deles que gostou do meu blog e troco correspondências, hahaha! Eu estava falando de debates realmente acalorados, não de 'revolução cultural'. Mas fazer o quê, com quem se apega num pronome?

      Liberdade humana? Cale a SUA matraca, pois a imensa maioria dos ateus naturalistas é determinista compatibilista! O que eles mais temem são as defesas do livre arbítrio para o Problema do Mal, e o que eles mais amam é a conexão mind-brain. E isso parece ainda mais suspeito, dado o fato que blogs calvinistas publicam opiniões de Einsten, um panteísta, e reportagens sobre neurociência para 'demonstrar' determinação interna.

      E eu agora virei ateu porque usei uma exegese de um ateu naturalista? É, vá com Darwin...

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    17. André R. Fonseca1 de junho de 2012 13:02

      Credulo,

      Citação óbvia... só na tua cabeça! Tão conhecida... por quem?
      Ninguém tem a obrigação de conhecer nada, a obrigação está com quem faz a citação. Ou você agora vai querer criar as notas ABNT-CREDULAS? Se tem traduções credulas... só tava faltando as normas credulas mesmo... alias, essa sua desonestidade é antiga, lembra? Meu texto diz... quando na verdade era uma tradução sem citar fontes... lamentável!

      Não disse que vc é ateu, mas questionei porque a opinião de um ateu deveria ser considerada por um arminiano... se estão andando juntos é de se estranhar, no mínimo... O que um ateu e um arminiano têm em comum? Se pra ele Deus ou Zeus são o mesmo que nada, pra onde vai a soberania do inexistente?

      Cheung faz a distinção entre Jerusalém e filhos, mas também fala do contexto de para quem ele estava dirigindo esse discurso. Ele não estava ditando as palavras para que os evangelistas escreverem os evangelhos. O que ele fala vem depois de uma série de ais contra os escribas e fariseus... Quantas vezes quis, mas vocês (escribas e fariseus) não quiseram.

      Quando vc omite o VÓS ou VOCÊS, parece mesmo que estão em jogo apenas dois elementos: jerusalém e filhos. O que o Cheung aponta é para a possibilidade de que no discurso Cristo esteja apontando para os mesmo carinhas criticados nos versículos acima... afinal de contas eles não entram e ficam na porta para não deixar ninguém entrar.

      O fato é que cheung faz uma consideração sobre a quem se refere o pronome (se é referente a filhos, jerusalém ou escribas/fariseus) e vc desviou o foco... coisa que vc também é fera!

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    18. André R Fonseca2 de junho de 2012 12:12

      Credulo, não compare o post sobre Einstein com sua citação infeliz do Richard Carrier!

      "...E isso parece ainda mais suspeito, dado o fato que blogs calvinistas publicam opiniões de Einsten, um panteísta, e reportagens sobre neurociência para 'demonstrar' determinação interna."

      O texto de Einstein não tem a mínima pretensão de provar nenhum ponto teológico. Seu compromisso era com a ciência e só! Não há motivação teológica ou ideológica em Einstein para criar nenhuma teoria científica. Já o texto do Richard está comprometido desde o princípio.

      E chega de jogar pérolas aos inCredulos!

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  3. O texto em epígrafe é um dos que apresentam certa dificuldade, embora não seja insuperável. O texto diz que Deus “é o Salvador de todos os homens”, no que enseja muitos a verem nele uma declaração positiva do universalismo, seja real ou hipotético. De qualquer modo, uma explicação universalista não é a única possível, na verdade é a menos provável.

    Universalismo hipotético? Acaso é a crença arminiana da expiação ilimitada que não conduz a uma salvação de todo e qualquer ser humano?

    A menos provável? Apenas pelo fato de que nem todos serão finalmente salvos? Ainda mais com um texto tão claro (tanto que você reconhece que é difícil, dado o seu calvinismo)?
    Mas sigamos.

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  4. Creio que isto coloca a ênfase na pessoa de Deus e dá força ao que Ele faz. Quando o texto diz que Deus "é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem", está declarando o que Ele efetivamente faz, não o que pode fazer.

    O que quer dizer isso? Que Deus, de alguma forma, é 'incapaz de salvar' alguém que enfim perecerá?

    Aí é que entra a questão da soberania: Deus não é obrigado a salvar ninguém, exceto pela Sua vontade (ou, mais especificamente, pela Sua promessa de salvar todo o que nEle crê). Deus nunca se viu, nem jamais foi, obrigado a salvar Fulano ou Sicrano. E mais importante que isso: Deus jamais Se viu obrigado a salvar ninguém que crê nEle.
    Ele sempre foi o 'Salvador efetivo' (seja lá o que você queira dizer com isso) de qualquer ser humano que existiu ou tenha existido. Ou acaso alguém se salvará sem que Deus 'autorize'?
    "A Salvação pertence ao SENHOR" (Jonas 2:9, acho)

    (Aliás, bem o disseste: dá ênfase ao que Ele faz. E o que Deus faz? Esta seria uma ótima pergunta, que renderia alguns bons comentários de muita conversa...)

    Dizer que Deus é o Salvador potencial de todos os homens e o Salvador real dos crentes não faz justiça à força da expressão paulina.
    Não de acordo com o que acabei de escrever acima.

    Deus não é Salvador 'potencial', Ele é salvador e ponto. Se uma pessoa não é salva, não é porque Deus 'arquitetou' sua condenação - e é isso o que o texto tem enfim a dizer.

    (Infelizmente, esta é só mais uma abordagem a favor do 'suposto livre-arbítrio-libertário', mas fazer o que? É aonde as conclusões inevitavelmente levam...)

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  5. Continuando:

    A primeira, é que todos os homens serão levados para o céu, mesmo aqueles que não creem em Cristo, pois Deus é o Salvador de todos eles. A segunda é que a frase "especialmente dos que crêem" fica vazia de sentido, pois se o descrente é levado para o céu, como o crente pode ser "especialmente" levado ao mesmo céu?

    Interessante. Felizmente o 'arminianismo-sem-versículos' dá uma solução bastante elegante aqui: a vontade dupla de Deus (http://credulo.wordpress.com/2012/02/09/traducoes-credulas-uma-breve-explicacao-da-doutrina-da-dupla-vontade-de-deus-em-jacobus-arminius/).

    O trecho 'Salvador de todos os homens', aponta para uma vontade antecedente, sem qualificativos condicionais. Já o 'principalmente dos fiéis' aponta para a vontade consequente, que inclui um condicional - fidelidade, ou sua 'prima menor' (em total de sílabas), fé.

    Interessante: o 'arminianismo-sem-versículos' dá uma resposta limpa e certeira sem apelar para contradições ou dificuldades. Gostei disso!

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  6. A palavra soter também significa libertador, preservador, como atestam inúmeros especialistas. E o verso 8 faz referência à "vida presente e da que há de vir". Neste contexto, é coerente entender que Deus é o Doador e o Preservador da vida de todos os homens, uma vez que "nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17:28).

    Se eu entendi bem, você quer retirar a força soteriológica (soter - interessante...!) do verso, para não incorrer numa salvação eterna irrestrita e a todos livremente oferecida.

    Meu principal problema aqui é a sua interpretação do vocábulo SOTER. Eu definitivamente não sou um especialista em grego, mas creio que a sua afirmação "creio que SOTER é relativo a algo que Deus faz, não ao que pode fazer" não pode ser tomada em seu valor-de-face. Afinal, não seria essa a primeira vez que vejo debates linguísticos manipulados para o bel-prazer dos seres humanos...

    Um exemplo é o verso de João 6, 'ninguém vem a mim se o Pai não o trouxer' - no qual Sproul(acho) afirma que o 'trouxer' é irresistível, quando os especialistas o desmentem (pelo menos na força absoluta das palavras).

    Voltando ao assunto: o João Bosco comentou sobre isso no meu blog, e discuti com ele que esta interpretação a bem da verdade poderia ser usada a meu favor. O termo SOTER é usado na Septuaginta, em relação aos heróis do povo de Israel (heróis esses nomeados por Deus, é claro...). Portanto, Deus teria essa mesma conotação. Mas isso é justamente a favor da minha hipótese, a de que Deus é SOTER de todo homem, e em especial do fiel. Os salvadores de Israel, de uma forma ou outra, apontavam para Jesus Cristo. Ele é o SOTER definitivo, o esperado SOTER dos judeus...

    Ademais, temos também que conferir se Paulo usa esse sentido 'enfraquecido' de SOTER em outras cartas. Assim, podemos ver se há alguma sustentação para sua interpretação.

    E no que diz respeito aos crentes, o cuidado de Deus é especial, pois inclui não apenas suas necessidades físicas, mas também e especialmente seu bem estar espiritual.

    Ou seja, você argumenta a favor de uma 'graça comum'. Algo que tem os seus próprios problemas nos círculos calvinistas, e não vou discutir aqui.

    Mas o mais interessante é você ressaltar a palavra 'crentes', em vez de 'eleitos' (como um calvinista automaticamente faria). De fato, nem todo crente agora é finalmente salvo, no arminianismo - e mesmo o calvinismo, de uma forma ou outra, defende que se deve perseverar na fé. 'Crer até os demônios creem', já dizia Tiago.

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  7. Antes de entrar no ponto exato em questão, quero dizer que não faltam versículos que declaram o livre-arbítrio do homem. Há vários e eu poderia citar uma lista considerável aqui. Se os calvinistas negam que eles declaram, e por conseguinte inconscientemente afirmam que Deus está nos propondo uma charada, aí eu já não posso fazer nada.

    Clóvis,

    Quando o texto diz que Deus "é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem", está declarando o que Ele efetivamente faz, não o que pode fazer.


    Na verdade, o texto está declarando o que Deus é, não o que ele faz. Ele é o Salvador de todos os homens. Isso não quer dizer que ele irá salvar todos os homens, da mesma forma que chamar Cristo de "Salvador do mundo" (1Jo 4.14) não significa que Cristo irá salvar todo o mundo. Significa, antes, que "em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4.12).

    Mas vamos, por um momento, aceitar a sua proposta. Deus é o Doador e o Preservador da vida de todos os homens, especialmente dos crentes. Na verdade, eu não a descarto completamente, mas, para aceitá-la, é preciso corrigir alguns pontos.

    Se este é o sentido do versículo, de onde surgiu a conclusão que Deus supre as necessidades físicas de todos os homens e as necessidades físicas + espirituais dos crentes? Do versículo 8? Mas o v. 8 não é a base da citação do v. 10. É uma citação isolada e diz respeito ao proveito temporal e eterno de levar uma vida piedosa.

    Enfim, não vejo nenhuma razão para concluir que essa mesma distinção se aplica ao v. 10, que Deus é Preservador de todos os homens num sentido temporal e Preservador dos crentes num sentido temporal e eterno baseado no v. 8.

    John Gill rejeita a última parte da sua conclusão. Ele afirma que Deus é o Salvador de todos os homens (no sentido providencial do termo), especialmente dos crentes (no mesmo sentido). Ambos dizem respeito à providência de Deus. A diferença é que Deus preserva todos os homens de uma certa forma e os crentes de uma forma especial. Mas esse cuidado especial nada tem a ver com as suas necessidades eternas. Se referem às suas necessidades temporais apenas. Isso faz mais sentido.

    Se Deus é uma coisa para todos e especialmente para alguns, então ele é a mesma coisa para ambos. A diferença é apenas de grau.

    Se o sentido de Salvador não é de levar a pessoa para o céu no primeiro caso (todos os homens), então não é no segundo (especialmente os que creem). O texto não diz que Deus é Salvador num sentido (providencial) para todos os homens e em dois sentidos (providencial e soteriológico) aos que creem.

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  8. Estou ciente que muitos entendem que Deus é o Salvador de todos os homens no sentido de intencionar levar a todos para o céu.

    Mas isso é algo muito certo. Deus não se mostra como colocando empecilhos e construindo complexas armadilhas para que os 'reprovados' caiam nelas. Ele é mostrado sempre de braços abertos e fazendo um sincero convite a todos.
    A parábola das bodas -um ótimo argumento a favor da expiação limitada - é um claro exemplo disso.

    Não há por que temer que se crê numa Divindade Suprema que, sendo forte, se faz fraca, e sendo divina, se fez humana, e que podendo usar de onipotência, usa de onibenevolência. Pois é assim que alguém que as pessoas imaginam alguém que fala "Por que morreríeis, ó casa de Israel?" (resposta calvinista: por que você sempre quis que a gente morresse...)

    Mas isso torna Deus um Salvador potencial, e não um Salvador de fato.

    Eu já argumentei que isso não exprime bem a posição arminiana.

    E como vimos, o termo Salvador como predicativo requer mais do que apenas querer fazer alguma coisa, mas se refere a quem efetivamente o faz.

    Aqui, você elevou o seu 'eu creio' a um fato consumado. Continua em suspenso, então. Ainda mais com a argumentação supra.

    Acho que é isso. Ainda devem servir algumas correções, mas as ideias estão aí.

    Para o meu crítico de plantão, o André :), aí vai:

    O que cê acha, cara? Procede o que eu escrevi? Falta alguma peça, algo está muito obscuro?

    P.S.: a teoria da dupla vontade também explica por que 'Deus deseja que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade' e isso não se cumpre. Lembrei disso agora!

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  9. PCA, tu por aqui??
    E então, acho que sua opinião também pode ser útil. O que acha? Fiz meio que na pressa, como ficou??

    Aliás, este texto tem no meu blog também. Série expiação provisional.

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  10. Ainda vou me arrepender amargamente do que vou escrever abaixo, mas não resistirei a mostrar a visão tragicômica que tive das respostas do Clovis ao primeiro parágrafo, e também à resposta do André.

    O primeiro parágrafo deste texto faz tão-somente os mesmos velhos e ataques às crenças arminianas. Não as demonstra de forma alguma a *ausência de versos sobre o livre-arbítrio humano* (espelhando o que você disse, 'uma pressuposição sem provas') e lança um ridículo ad hominem, o de que *os arminianos fazem pouco caso das várias declarações bíblicas da eleição graciosa e soberana ao desafiar monergistas*.

    Pedir - ou melhor - exigir Bíblia como resposta a este absurdo ad hominem é algo no mínimo digno do mais fino sarcasmo, equivalente à provocação de Elias aos profetas politeístas no Carmelo (quer que eu te passe o versículo, Ednaldo? É 1Rs 18, viu?).

    Como valor de argumento, este parágrafo é simplesmente nulo. E mesmo assim o estúpido aqui que vos escreve, com aquela ânsia apologética idiota, quis responder a sério, quis se defender de algo tão minúsculo... Para no fim, ler algo digno de risos - 'Me mostre um versículo bíblico no qual esteja claro que os arminianos creem na soberania divina'...

    Dois deslizes colossais de interpretação, vindos de quem caçou no original em grego para montar um argumento que foi desmontado em um só post pelo PCA - e tudo isso numa só tarde! Duas palavras:
    http://data.whicdn.com/images/25486947/not-bad_thumb.jpg

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  11. Hum, quase esqueço! Você pediu para que eu demonstrasse sobre livre-arbítrio. Eu já argumentei a favor dele em outro post de seu blog. Caso seja de seu interesse fazer mais colocações sarcásticas além das acima, sinta-se completamente à vontade. Farei de tudo para garantir seu estoque de risadas.

    Eis: http://cincosolas.blogspot.com/2012/02/os-preceitos-da-lei-e-o-livre-arbitrio.html

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    1. O que me faz realmente rir: Credulo reclamando de sarcasmo. Isso é engraçado.

      Em Cristo,

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    2. Será?
      O problema é que 99% de sua resposta se baseia em 'você tem que demonstrar pela escritura que o Roger Olson não está mentindo acerca da opinião dos arminianos' - o que faz todo sentido do mundo... Eu até me perguntei: 'será que ele leu direito ou fui eu que entendi errado'?

      Não, eu não reclamei de sarcasmo, eu ressaltei o sarcasmo. Seria no mínimo hipócrita de minha parte recusar meu próprio fármaco. Eu não me importo com isso - mas com a péssima argumentação desenvolvida a partir de um completo mal entendido.

      Mas isto já está virando opinião.

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  12. Daniel Sabatovics2 de junho de 2012 19:58

    Então alguns nascem já condenados a passarem a eternidade no inferno, é isso? pq deus os deixam nascer então?? ou melhor, pq cristo morreu então? se o deus de vcs já escolheu os queridinhos que passarão a eternidade ao seu lado enquanto aqueles que ele não escolheu queimarão, sofrerão, e isso pq ele é amor eim. Isso não é justiça muito menos amor, e tomem cuidado vcs que discutem, podem não ser escolhidos e estarem perdendo seu tempo, aliás podem passar a eternidade queimando por capricho de deus, uma dica: aproveitem a vida. por isso eu nem passo na frente de uma igreja, se eu for um escolhido de qualquer jeito vou entrar na festinha V.I.P do senhor, então bora curtir. ALELUIAAAA!!!

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    1. André R. Fonseca3 de junho de 2012 08:05

      Daniel,
      O que significa a palavra predestinação encontrada em muitos versículos? Ou eleição? O que fazemos com ela então?

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    2. Aí que tá o negócio, Daniel. Os escolhidos por Deus são aqueles que são salvos. E isso ficará patente em suas vidas e em suas atitudes. Um escolhido jamais vai viver do jeito que te agrada, e depois vai pro céu. Isso é mentira da mais deslavada.

      O motivo de você não passar na frente de uma igreja é porque você despreza a Deus. E vc ve nessa suposta eleição uma desculpa para não procura-Lo. A única real fonte de consolo é saber que você está em Cristo, e não porque se considera um eleito. Até pq a unica maneira de saber se vc é um eleito é ver que vc está em Cristo.

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    3. Neto,

      Faço minhas as suas palavras. Assim como estar em Cristo demonstra a eleição, o desejo de "curtir o mundo" evidencia que não se está em cristo.

      Em Cristo,

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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