Consequências da Teologia da Prosperidade

1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!

2. Narcisismo e hedonismo. O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.

3. Modismos e perda de ideais. De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

Josué Gonçalves
In: Lições Bíblicas CPAD, Primeiro Trimestre 2012

9 comentários:

  1. Ao Clóvis,

    Artigos com este tipo de reflexão sempre é bem vindo, meu caro blogueiro, gostaria de felicitá-lo pela presteza em praticar este ato, que é uma espécie de "utilidade pública espiritual", devido a tantos mercenários que estão "...mercadejando a Palavra de Deus..." (2 Cor.: 02.17) mundo a fora.

    Não estou julgando (Mat.: 07.01), apenas analisando os fatos que vêm ao nosso conhecimento... Mas, interessante notar que os últimos que *demonstram tal característica super-avarenta (surgidos de 35 anos até hoje) possuem a mesma origem próspero-teológica: Edir Macêdo (e seu bando), RR Soares (cunhado de Edir, que formulou a própria quadrilha) e Valdomiro Santiago (também dono de sua própria horda das trevas).

    Possuir riquezas materiais não é pecado em si, mas brincar com os sentimentos das pessoas, tentar ludibriar a opinião pública nos meios de comunicação de massa, impor às pessoas que elas devem ser ricas para supostamente serem consideradas abençoadas pelo Senhor (só por causa disto), fazer propaganda com supostos "abençoados" para estimular a todos a pagarem as luxuriantes superfluosidades de tais líderes e seus liderados, dentre outras torpezas, não só é contra o que a Escritura ensina como requer uma vigilância constante dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal.

    Concordo plenamente com o artigo, meu caro Clóvis.

    JCosta.

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    1. JCosta,

      Apenas acho que a igreja deixar que chegue ao ponto do MP intervir é o cúmulo da vergonha para nós. A igreja deve se posicionar de forma corajosa contra essa pilantragem, pois será que o mundo é mais sábio ou mais corajoso que a igreja?

      Em Cristo,

      Clóvis

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    2. Clóvis,

      Concordo com vc ao afirmar que a Igreja deve tomar a dianteira...
      Falei sobre a intervenção do MPE e F porque os citados têm comportamento de verdadeiros criminosos estelionatários e deveriam estar, há tempos, na cadeia humana!

      JCosta.

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  2. NOTA,

    Esqueci de esclarecer o asterisco (*) na palavra demonstram do comentário acima:

    * utilizei a expressão 'demonstram' porque não sabemos o coração das pessoas, apenas procuro seguir a orientação do Mestre que diz "Acautelai-vos dos falsos profetas ... Pelos seus frutos os conhecereis..." (Mat.: 07.15-16).

    Ou seja, devemos fazer análises de todos que se apresentam como mensageiros de Deus, observando suas práticas. (as práticas dos cidadãos acima não são nada elogiáveis).

    JCosta.

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    1. Correto. Eu também não ouso tentar desvendar o coração das pessoas, nem especular quanto ao seu destino eterno.

      Porém, as obras más devem ser denunciadas. E quem as pratica apontados.

      Em cristo,

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  3. Excelente post!

    Há um tempo atrás escrevi uma série de posts sobre o veneno da teologia da prosperidade no Baseada na Videira, pois já fui de uma igreja que pregava essa teologia e sei bem como funciona.

    Vamos continuar denunciando essas práticas, que têm feito tanto mal a tantas vidas. E proclamar que Jesus é tudo que precisamos!

    Um abraço!

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    1. Thaíssa,

      Como você não indicou o link do Baseada na Videira, faço-o agora.

      Em Cristo,

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    2. Obrigada Clóvis, tinha me esquecido! ;)

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  4. NOTA II,

    Só uma última questão:
    Citei os sr's Macêdo, Soares e Santiago, e poderia estar na lista também o sr. Silas Malafaia, pois são todos exemplos de teólogos da prosperidade, mas existem vários e vários neste mundo de meu Deus...!

    Não é exclusividade só destes citados (eles são apenas os mais famosos). Tenhamos cuidado com tais falsários!

    JCosta.

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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