Por quem Cristo morreu?

O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:

a. Todos os pecados de todos os homens,
b. Todos os pecados de alguns homens ou
c. Alguns dos pecados de todos os homens.

Neste caso, podemos dizer:

Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.

Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.

Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?

Você responde: “Por causa de incredulidade”.

Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!

Este é um trecho da obra de John Owen “A Morte da Morte na Morte de Cristo”, Livro 1, Capítulo 3.

Via: blog Fiel

26 comentários:

  1. Clóvis,

    creio que faltou a opção D: "Alguns pecados de alguns homens"
    Se bem que o resultado dessa opção seria o mesmo da opção C, ou seja, ninguém se salvaria...

    ResponderExcluir
  2. Eu repito aqui o que disse no blog da Fiel

    Acredito que o problema que Owen apresenta acima recebeu uma resposta muito satisfatória por Neil Chambers:

    “O que precisa ser visto é que o argumento de Owen derrota a si mesmo por provar muito.

    Se, nos termos de Owen, Cristo morreu por todos os pecados de algumas pessoas, os eleitos, então ele também deve ter morrido por sua incredulidade, onde “morreu por” é compreendido como significando “tendo pago a penalidade por todos seus pecados no Calvário”.

    Se este for o caso, então porque é que os eleitos não foram salvos no Calvário? Se Owen responde que é porque os benefícios da morte de Cristo ainda não são aplicadas a eles, então eu perguntaria o que se quer dizer por “esses benefícios ainda não são aplicados a eles”? Certamente isso significa que eles são incrédulos, e, portanto, não podem ser referidos como salvos.

    Mas eles não podem ser punidos porque a penalidade da incredulidade foi paga e Deus, como Owen nos garante, não sancionará uma segunda penalidade para uma mesma ofensa. Se, então, mesmo em sua incredulidade, não há nenhuma dívida contra eles, nenhuma sanção a ser paga, certamente, eles podem ser descritos como salvos e salvos no Calvário. Assim sendo, o evangelho é reduzido a uma cifra, uma forma de informar aos salvos de sua condição abençoada.

    Estas duas últimas conclusões são posições que Owen negaria, pois ele está comprometido com a necessidade e a integridade do chamado do evangelho universal e com o laço indissolúvel entre fé e salvação.

    Existe então uma tensão real na posição de Owen trazida por uma série de fatores. A primeira é que poderia ser chamada de reducionismo polêmico em sua consideração de “incredulidade” aqui, porque a incredulidade não é apenas uma ofensa como qualquer outra, é também um estado, que deve ser tratado não só pelo perdão, mas também pela regeneração.

    Owen reconhece isso em relacionar a cruz à remoção causal da incredulidade como um estado, mas a incredulidade considerada como um pecado e a incredulidade considerada como um estado carregam diferentes relações com a cruz.

    O pecado carrega uma relação direta com a cruz, que é o sofrimento da penalidade pelo pecado; a mudança de estado carrega uma relação indireta, dependente da pregação e da regeneração pelo Espírito”.

    Chambers, N.A. “A Critical Examination of John Owen’s Argument for Limited Atonement in the Death of Death in the Death of Christ,” (Th.M. thesis, Reformed Theological Seminary, 1998), 233-239.

    ResponderExcluir
  3. Puxa, nem me deu tempo, Emerson!Eu tô até com uma tradução na linha de tiro para refutar esse argumento de Owen...
    Mas, no fim das contas, ver um calvinista refutar outro é muito mais divertido!

    Em resumo: os calvinistas tratam a Expiação de Jesus Cristo como uma dívida de teor comercial pecuniário - uma simples troca: eu pago e você tá livre. De fato, isto se encaixa com os pressupostos calvinistas acerca da perseverança incondicional - se a dívida do pecado foi paga, não tem porque recobrá-la...

    Apesar disso, a dívida do pecado é judicial criminal - ou seja, você comete um crime contra Deus quando peca. Um crime não é "pago" por uma pessoa alheia - ou alguém por acaso acha justo pagar um crime alheio?

    E eu posso dizer uma frase 200% polêmica: a expiação não é intrinsecamente eficaz - ou seja, ela não salva por si só. Em poucas palavras: é necessária, mas não suficiente.

    ResponderExcluir
  4. "E eu posso dizer uma frase 200% polêmica: a expiação não é intrinsecamente eficaz - ou seja, ela não salva por si só. Em poucas palavras: é necessária, mas não suficiente."

    Até que em fim eu leio de um "arminiano" (ou seu correlato) algo do tipo. Uma nítida declaração de que a morte de Cristo, por si só, não é "intrinsecamente" eficaz.

    Realmente é uma frase "200% polêmica".

    O que os "não calvinistas" teriam a dizer?

    ResponderExcluir
  5. Yes, sou arminiano molinista.
    E na boa, para só pra pensar: se a expiação for SUFICIENTE para salvação, e não somente NECESSÁRIA (eu concordo com a parte 2 e não com a 1), então nada mais resta para se fazer - a pessoa é salva e pronto! O pecado é só uma 'dívida de duzentos trilhões de dólares' que já foi quitada antes mesmo de ela nascer.

    Se Jesus pagou sua conta, não tem por que ter Evangelho, graça irresistível, perseverança do santo... Pior que isso - como a dívida foi paga, é possível ser um incrédulo salvo! Olha só que graça!

    Ah é, para evitar essa do 'incrédulo salvo', entra o decreto da eleição incondicional.
    Mas, quem salva, a expiação ou o decreto? Se o calvinista disser que é o decreto, então a expiação é só uma peça do quebra-cabeça, e portanto ela não é suficiente. Ou de outra maneira, a expiação é parte do decreto da eleição. E se é parte, deixa de ser suficiente.
    Se o calvinista disser que é a expiação, o decreto se torna inútil, seria apenas uma repetição do que já foi feito.

    No fim, é isso. Owen exclui uma opção do trilema:

    4 - Todos os pecados de todos os homens foram expiados (eu acho que a blasfêmia ao Santo Espírito e a incredulidade final estão fora do pacote, mas que seja), mas somente os crentes perseverantes serão redimidos. Pois "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
    Ou, dado o novo lema do meu blog, "Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida".

    Acho que amanhã de tarde acrescento algo mais...

    ResponderExcluir
  6. Hélio,

    Não vejo nenhum problema em concordar com o credulo, desde que corretamente entendido.

    A morte de Cristo é suficiente para salvar o pecador? Se Jesus morresse por você, e você morresse na incredulidade, você seria salvo? Estamos falando hipoteticamente. Eu sei que você acredita que a morte de Cristo garantiria que você seria crente.

    Eu acredito que você irá me dizer que não. Dizer 'sim' seria equivalente a eliminar a necessidade da obra do Espírito Santo.

    Quando exatamente você foi salvo? Quando creu ou quando Jesus morreu por você?

    Eu acredito que você irá me dizer que quando creu. Pois bem, a morte de Cristo foi eficaz quando você creu.

    Então, tudo se resume a respondermos o seguinte:

    - A fé é um dos dons salvíficos provenientes da morte de Cristo ou ela é o meio pelo qual esses dons salvíficos são recebidos?

    ResponderExcluir
  7. Paulo Cesar.

    Bom falar contigo novamente.

    Estou te devendo uma série de resposta de um outro artigo do Clóvis. Fiquei sem internet uns dias e o blogger não esta mostrando postagen com comentários maiores do que 300.

    Bem, quanto a questão do crédulo e sua resposta.

    Concordo contigo em tudo o que escreveu, mas acrescento que a existência do dom da fé só é possivel no coração do homem por que Jesus Cristo morreu na cruz, caso contrário ninguém teria fé, portanto temos alguém exercendo fé em Cristo por que Cristo de fato morreu e tornou possível a existência da fé nesse coração.

    Deus te abençoe.

    ResponderExcluir
  8. O texto do John Piper possa ser útil nesta discussão. Veja:

    Justificados, mas não perdoados - A diferença entre a ira judicial e o desprazer paternal

    http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/01/devocional-john-piper-justificados-mas-nao-perdoados/

    A paz.

    .::::Bryan::::.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ué, o texto de John Piper usa da assimetria de como os pecados são tratados entre os eleitos e reprovados. É simples: Deus não irá te punir pelos seus pecados se você for um eleito, mas vai computar cada um se você for reprovado.

      E, novamente, apenas trata a ira judicial como se fosse comercial - já que Jesus pagou, não tem porque pagar de novo.
      Again: se tratarmos o pecado como crime, a ideia de 'deixar de ser salvo' toma muito mais sentido.

      Excluir
    2. Não vejo assimetria nenhuma nisso. Não é uma questão de punição é uma questão de prestar contas. Os eleitos prestaram os seus erros mediante a fé e o arrependimento em Jesus Cristo, não somente isso mas cada fruto produzido dignos destes dons, pela graça que lhes foram concedida. Já o reprovado vai prestar conta de cada erro que eles comentarem, e por cada fruto que eles produziram, porque Jo 8:21 e 24 está a favor deste argumento, pois mediante isso não creram no evangelho e muito menos arrependeram-se.

      Alias ira judicial é uma questão de desonra e afronta ao Juiz santo e eterno. Para isso a obra de Cristo, que o Ap. Paulo falou sobre um de seus aspectos, que é reconciliação. Veja então se tratarmos o pecado como uma ofensa, a ideia de 'uma vez salvo sempre salvo' toma muito mais sentido.

      .::::Bryan::::.

      Excluir
    3. Não é tão simples. O pecado é um crime contra Deus, e não uma dívida. O assunto é MORAL e não FINANCEIRO. Não é prestar contas, é pagar pelos seus crimes.

      E a reconciliação não implcia OSAS, do mesmo modo que ser solto da prisão não implica jamais ter que voltar a ela. Do mesmo modo, cada vez que uma pessoa pecava no AT, tinha que ser expiada.

      OSAS ainda perde o sentido...

      Excluir
    4. Credulo, pra você dever algo a alguém, esse algo TEM que ser financeiro?
      Por exemplo, somos amigos, e você salvou a minha vida certa vez. Fico na divida com você. Quer dizer então que vou pagar minha divida com dinheiro? Claro que não.

      Assim, o pecado pode muito bem ser uma dívida com Deus, e não ter nada a ver com "finanças".

      Excluir
    5. Neto, não confunda! A situação é distinta, e a conotação de dívida é bem diferente em ambos os casos.
      A palavra dívida nem se aplica tão bem assim ao 'te devo a minha vida'.

      O entendimento calvinista da expiação é realmente financeiro e não penal - é uma troca simples: 'Jesus já pagou a minha conta, logo eu mesmo não vou morrer'.

      Mas não é tão fácil assim. Dever dinheiro, é só pagar de volta. Mas, dever a vida, não tem como recompensar isto à altura. Vidas não são 'ouro e prata'.

      Se me permite piorar seu exemplo, para ver se entende onde quero chegar:
      Um bombeiro que entra numa casa em chamas e com risco de desabamento, salva umas tantas pessoas, mas acaba por morrer intoxicado e esmagado pelas ferragens - por acaso tais pessoas salvas por este bombeiro podem fazer alguma coisa para retribuir esta morte?

      Excluir
    6. Passou algo pela minha cabeça agora: eu não disse nada acerca de 'dever algo a alguém implica dinheiro'. Pelo contrário, este é o entendimento da expiação no calvinismo. Deus já pagou a conta do pecado dos seus 'eleitos'.

      Excluir
    7. crédulo, a noção de dívida é justiça retributiva, ou seja, vida por vida. Não tem nada a ver com "financeiro".

      "por acaso tais pessoas salvas por este bombeiro podem fazer alguma coisa para retribuir esta morte?"
      Sim, podem. Ajudar a familia do falecido, honra-lo com discursos da sua bravura, ajudar os bombeiros a trabalhar melhor; são inumeros os casos, mas que não vem ao caso agora.

      O que quis demonstrar com o exemplo, é que só porque dizemos que estamos com divida diante de Deus, não significa que isso tem conotação financeira, ou que funcione como ela.

      Excluir
    8. Neto: eu estou falando justamente CONTRA a ideia de dívida financeira, no caso de Jesus. A dívida que temos com Ele é muito semelhante à do bombeiro, se me compreende.
      Na real, esquece o termo pecuniário, leia a implicação.

      Primeiro: ajudar a família do falecido, honrar a memória do bombeiro e da corporação, seja lá o que se faça, está muito, mas muito, mas extremamente aquém, do sacrifício do próprio bombeiro. Nem mesmo a vida deles seria suficiente - afinal, esta é a última coisa que o bombeiro iria pedir a eles como retribuição, hahaha!

      Segundo: no caso aqui colocado, eu demonstrei com pouquíssimas linhas que a expiação não é suficiente para salvar alguém.
      E este é o erro fatal dos que calvinistas de 5 pontos, quando usam este argumento bonitinho e elaborado, mas fatalmente falacioso (e digo mais, se alguém pensar um pouco mais, ele é herético!): a expiação, sozinha, não salva ninguém.
      Eu já falei disso antes, não preciso repetir. Basta ver os meus comments e os do Paulo César.

      (Diga-se de passagem, este argumento é idêntico em estrutura ao do Clovis, no 'Jesus morreu apenas pelos eleitos?'. Muda quase nada, e a mesma defesa que eu fiz aqui quebra o chifre da suficiência da expiação...)

      Aliás, já traduzi a série sobre a expiação ilimitada.

      E sim: com o exemplo, você demonstra que a dívida que temos com Jesus não é financeira. Mas o problema é justamente este: a expiação limitada gomarista faz da expiação de Jesus uma expiação financeira, e não judicial. E é isto que estou atacando o tempo todo.

      Excluir
  9. Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

    Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.

    Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

    João 3:15-21

    ResponderExcluir
  10. Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

    Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

    E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

    Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.

    Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
    João 3:15-21

    ResponderExcluir
  11. Crédulo, sobre o que disse que tem 200% de polêmica:

    "a expiação não é intrinsecamente eficaz - ou seja, ela não salva por si só. Em poucas palavras: é necessária, mas não suficiente".

    Eu acredito que isso depende do que vc está falando. A suficiẽncia da fórmula lombardiana se refere a uma suficiência frente a justiça de Deus, sendo assim, nenhum outro ato de justiça ou sacrificio reparador precisa ser feito - nesse sentido ela é completamente suficiente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

      Excluir
    2. Sim, Emerson - Arminius concordaria plenamente com isto. Mas não é isso que está em conta, mas a ideia de Owen - da suficiência da expiação como salvação.

      Em termos de satisfazer a ira judicial, é claro que a expiação é suficiente. Mas, e em termos de trazer o pecador junto ao Pai, só expiação é o que basta?

      Pondo em forma de pergunta:
      Para ser salvo, tem que ter expiação, OK - mas, basta ter expiação para ser salvo?

      Aliás, o escritor de Hebreus fala disso: não há outro sacrifício pelos pecados.

      Excluir
  12. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

    Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.

    Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
    João 3:15-21

    Alguns amaram mais as trevas do que a luz e outros praticam a verdade.

    Amaram mais as trevas,escolheram não aceitar Jesus.

    O homem é livre para escolher. Deus não permite que o homem peque, ele faz isso de livre vontade.

    Praticar a justiça é aceitar Jesus e seguir seus passos, é sair das trevas, é escolher.

    ResponderExcluir
  13. Hélio,

    E eu também concordo com você sobre a fé.

    Deus abençoe você também.

    ResponderExcluir
  14. Paulo César.

    Vou ficar por aqui então. Confesso para você que me sinto exausto e confuso quando me aprofundo muito em debates sobre calvinismo X arminianismo, apesar de não ser contra o confronto de idéias nesses campos e visitar sites calvinistas e arminianos.

    Por agora quando converso com alguém procuro melhor entender a visão arminiana e na medida do que eu conheço sobre calvinismo expor essa visão, sem a intenção de tentar convencer a todo custo este ou aquele, se é que me entende(risos).

    Um forte abraço.

    ResponderExcluir
  15. Sobre a eleição divina, Deus é soberano e o modo como for o certo eu crerei!!! Mas o que me balança um pouco é que nas cartas de paulo é perceptivel um ar de eleição.....mas quando voltamos e analizamos o principio de tudo, se não existisse o poder de escolha dado por Deus, lucifer não tinha escolhido se rebelar, e do mesmo modo o homem desobedecendo a Deus no Édem. De uns tempos para cá, começei a concordar com os arminianos sobre a voontade absoluta de DEUS E A VONTADE 'RELATIVA'.
    mAS ACIMA DE TUDO DEUS É ALGO PARA SER AMADO MAIS DO QUE ESTUDADO. E DISCORDAMOS NISSO MAS TODOS CREMOS QUE JESUS MORREU NA CRUZ PARA PAGAR NOSSA DÍVIDA, NOSSAS FALTAS COM DEUS E ASSIM TRAZER A COMUNHÃO E AMIZADE COM DEUS NOVAMENTE....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Creio que não apenas em Paulo, mas em toda a Bíblia, tem mais que apenas "um ar de eleição". Por outro lado, o livre-arbítrio capacitante do homem é mero pressuposto imposto ao texto sagrado.

      Em Cristo,

      Excluir

"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

Sua leitura deste post muito me honrou. Fique à vontade para expressar suas críticas, sugestões, complemetos ou correções. A única exigência é que seja mantido o clima de respeito e cordialidade que caracteriza este blog.