Ele está aqui, sempre

image Por último, para os justos esta doutrina é uma fonte de consolação abundante. Em cada lugar eles encontram um amigo, um protetor e um pai. A voz do trovão, ou o marulhar do oceano, ou a fúria da tempestade, anuncia a sua presença? Eles não tem o que temer, por amor deles Ele preside os movimentos dos elementos. Eles O percebem nas cenas mais tranquilas da natureza, no progresso silente da vegetação, no sorriso dos céus, e na beneficiência regular que supre as suas necessidades constantes, e que difunde tanta alegria entre todas as espécies de seres animados? Oh! Quão prazeroso é o pensamento de que Ele, em quem depositam confiança, está tão próximo que eles podem sempre se assegurar de uma ajuda pronta e eficaz! Este pensamento serve para avivar cada cena, e para adoçar cada condição, e fará com que as fontas da alegria irrompam no deserto árido e sedento, e revistam os lugares desnudos e tristes de verdor. Ele dará sabor ao bocado seco, e um copo de água fria. Ele vai iluminar a premência da pobreza e suavizar as dores da aflição. Ele vai dissipar os horrores do calabouço, e consolar o exílio de seu país e de seus amigos. Como nos eleva o pensamento o fato de que não podemos ir onde Deus não está! Um bom homem pode ficar privado de sua reputação, de sua liberdade e de tudo o que há aqui na terra; mas o ódio mortal de seus inimigos nunca poderá fazê-lo queixar-se com tristeza: “Vocês me tiraram Deus, e o que mais tenho eu?”. Com quaisquer que sejam as aflições, sua fé e paciência venham a ser provadas, e quaisquer que sejam as mudanças de circunstâncias que a Providência o faça passar, e embora não haja um coração humano para simpatizar-se com ele, o mesmo pode expressar sua fé e alegria nas palavras dos salmista: “Todavia estou sempre contigo; tu me seguras a mão direita. Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória” (Sl 73:23,24).

John Dick
In: Lectures on Theology


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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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