R. N. Champlin - O Místico

Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 2Co 11:3

Fiquei impressionado com a quantidade de Teólogos, Professores e estudantes das escrituras que adotam R.N. Champlin como base para seus estudos, o que poucos sabem (ou fazem de conta que não sabem) é que este mesmo autor é esotérico, seus escritos estão cheios de conceitos espíritas e misturas ocultistas, diante deste fato e dos que apresentarei logo mais abaixo, pergunto;

1. Como se pode admitir que se divulgue esse tipo de afirmação não-bíblica em uma obra que pretende interpretar a Bíblia?

2. Quem estaria por trás dessa obra que tanto cativa Cristãos em todo o Brasil?

3. Por que a Editora Hagnos não responde as correspondências que questionam os ensinos contidos em tal Obra?

Prepare-se o que você irá ler “por trás da cortina” é apenas a ponta de Iceberg que pretende cauterizar a mente, uma “serpente” que deseja corromper o coração e levar cativas “evas” espalhadas pelo Brasil com bastante astúcia.

Russel Norman Champlin nasceu em 22/12/1933 em Salt Lake City nos EUA, concluiu bacharelado em Literatura Bíblica no Imannuel College; os graus de M.A. e Ph. D. em línguas Clássicas na University of Utah; fez estudos de especialização (em nível de pós graduação) do Novo Testamento na University of Chicago. Em sua carreira como professor universitário e escritor (atuando na UNESP por 30 anos), publicou três grandes projetos, sua magna opera, a Trilogia:

-O Novo Testamento interpretado.
-A Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.
-O Antigo Testamento Interpretado.

Vamos analisar o comentário de Champlin em Atos 12.15, vejamos: “Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então, disseram: É o seu anjo”.

No quarto parágrafo Champlin diz: 
“Aqueles primitivos crentes devem ter crido que os mortos podem voltar a fim de se manifestarem aos vivos, através da agência da alma. Observemos que a segunda alternativa, por eles sugerida, sobre como Pedro poderia estar no portão, era que ele teria sido morto e que o seu “anjo” ou “espírito” havia retornado. Portanto, aprendemos que aquilo que é ordinariamente classificado como doutrina “espírita” era crido por alguns membros da igreja cristã de Jerusalém. Isso não significa, naturalmente, que eles pensassem que tal fosse a regra nos casos de morte; porém, aceitaram a possibilidade da comunicação dos espíritos, que a atual igreja evangélica, especialmente em alguns círculos protestantes dogmáticos, nega com tanta veemência.

O famoso escritor evangélico C.S. Lewis apareceu a J.B. Philips tradutor de bem conhecida tradução do Novo Testamento para o inglês, por duas vezes, após a sua morte, e se assentou naturalmente em sua sala de estar, tendo conversado com ele como se nada tivesse acontecido que pudesse ser classificado como falecimento. Porém, por toda parte abundam histórias de fantasmas, e muitos céticos negam tudo. Todavia, há muitos desses fenômenos, sob tão grande variedade, e cruzam todas as fronteiras religiosas, para que se possa duvidar dos mesmos como fatos.

Algumas vezes os mortos voltam, e entram em comunicação com os vivos. Os teólogos judeus aceitavam isso como um fato, havendo entre eles a crença comum de que os “demônios” são espíritos humanos maus, desencarnados. Essa idéia era forte na igreja cristã até o século V D.C., tendo sido apresentada por pais da igreja como Clemente de Alexandria, Justino Mártir e Orígenes, os quais também acreditavam na possibilidade do retorno e até mesmo da reencarnação de alguns espíritos, com o propósito de realizarem ou continuarem suas missões. (Ver esta doutrina em Mat. 16.14). Os essênios, dos quais João Batista parece ter sido membro, também mantinham crenças idênticas. É um equívoco cercarmos as doutrinas de muralhas, supondo em vão que somente nós, da moderna igreja cristã do século XX, temos as corretas interpretações das verdades bíblicas. Ainda temos muito a aprender, sobre muitas questões, e convém que guardemos nossas mentes abertas, pelo menos o suficiente para permitirmos a entrada de uma réstia de luz. Sabemos pouquíssimo sobre o mundo intermediário dos espíritos e supomos que o estado “eterno” já existe, o que todas as evidências mostram não ser ainda assim."
É preciso comentar mais alguma coisa? Prosseguiremos mostrando mais um texto em que Champlin comenta e infiltra com muita “astúcia” seus conceitos espíritas.

Interpretação de R.N. Champlin. Ph. D. de Mateus 14.26: “Os discípulos, porém ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo.”
“FANTASMA”. Tradução de AC, AA e IB, que é melhor do que “espírito”, conforme dizem algumas traduções, pois o grego diz “fantasma” e não “pneuma”. Esta última é que se pode traduzir corretamente como “espírito”. A palavra aparece somente aqui e no paralelo em Marc. 6:49, no N.T. É vocábulo comum na literatura grega, e pode significar aparição sem substância real, visão ou aparição de um espírito humano ou sobre-humano. É interessante observar que os discípulos aceitavam a antiga idéia dessas aparições, até mesmo neste caso que envolveu a Jesus. A aparição de “fantasmas” usualmente era reputada como um mau agouro, especialmente entre os marinheiros. Pode ser que os discípulos tivessem pensado que o “fantasma” quisesse destruí-los mediante a violência do mar ou contra as rochas da costa, e, naturalmente, ficaram aterrorizados.

O comentário de Ellicott diz: “Os discípulos, ainda presos às superstições de seus compatriotas, pensavam que fosse um fantasma”. Bruce escreve: “Um toque de superstição dos marinheiros”. Em contraste com isso, Adam Clarke, o principal expositor do metodismo, opina: “Que os espíritos dos mortos podem aparecer, e, de fato aparecem, tem sido doutrina aceita pelos homens mais santos; essa é uma doutrina que os caviladores, os livres-pensadores e outros, que não se dispõem a aceitar idéias direferentes de suas próprias crenças, jamais foram capazes de refutar”. John Gill acha que o terror dos discípulos foi causado pela crença comum entre os judeus de que os demônios geralmente andavam à noite, procurando fazer mal aos homens. Certa citação, extraída da literatura judaica, diz: “É proibido saudar um amigo à noite, porque pensamos que possa tratar-se de um demônio” (T. Bab. Megella, fol 3.1. Sanhedrin, fol 44.1). Outros se referem a um demônio feminino que se chamava Lilith, que andava à noite com rosto humano, procurando especialmente crianças para roubar e matar. Em face dessas idéias sobre “fantasmas” podemos compreender o medo dos discípulos naquela ocasião.

As pesquisas psíquicas demonstram que não somos tão sábios quanto pensamos e afirmamos, e que neste mundo há muitas coisas sem explicação, e que de fato, fantasmas de algum tipo (ou tipos), de alguma origem (ou origens), existem. Portanto, é possível que a idéia de Adam Clarke, conforme citação acima, contenha uma parte da resposta. Precisamos lembrar que essa questão será uma ciência do século XXI, portanto pouco sabemos sobre a verdadeira natureza do imenso universo em que existimos. Pode ser que nossas idéias venham a sofrer grande revolução e que a nossa cosmologia venha a alterar-se extraordinariamente. Uma boa regra é não negarmos aquilo que não compreendemos, ou acerca das quais pouco temos estudado.

A Natureza Humana: As pesquisas científicas no campo da antropologia metafísica demonstram que o homem é uma complexidade de pelo menos três formas de energias distintas. 1 . O corpo, uma energia física. 2. A vitalidade, uma energia semifísica. 3. A alma (espírito), uma energia espiritual, supostamente fora do campo atômico. O fantasma evidentemente é a vitalidade, que anteriormente fez parte do complexo humano. Esta vitalidade é capaz de certos atos que exigem uma baixa inteligência, e de natureza mecânica. Todavia, o texto aqui está falando da suposta manifestação de um espírito desencarnado."
Realmente parece mesmo ser um agente do espíritismo/ocultismo infiltrado em seminários e bibliotecas de lideres cristãos para introduzir fermento de corrupção e heresias demoníacas...

Ninguém comenta, ninguém fala, mas Russel Norman Champlin escreveu há anos um livro chamado “Evidências cientificas provam que existe vida depois da morte”. No livro ele define suas crenças espíritas... Isto mesmo, o autor da muitas vezes recomendada coleção de comentários bíblicos é espírita e a “obra” dele reflete seu pensamento espírita, como se vê no trecho citado acima.

Que tipo de apologética é esta que se pratica no Brasil? que “engole” há décadas este tipo de “obra”, recomenda, indica, não se importa de ver tal “obra” nas livrarias evangélicas.

Quem desejar se aprofundar nos escritos de Champlin (não recomendo) poderá fazê-lo lendo o livro supracitado: “Evidências científicas..” onde ele defende inúmeras idéias espíritas, ele defende o espiritismo sob capa de “comprovação cientifica” defendendo idéias como reencarnação, fotografia kirliana (fotografar almas) viagens fora do corpo, etc..

Em sua enorme obra enciclopédica comentado o NT (eu li todo o comentário dele a Apocalipse e boa parte de 1 Corintios) ele “semeia” idéias gnósticas e principalmente Universalistas-Unitaristas, um grupo cristão forte nos EUA entre acadêmicos. Os Unitaversalistas crêem na futura salvação de todo ser humano (talvez até do próprio diabo) visto que Deus Criador é amor...

Eu simplesmente não consigo acreditar que o Russel Norman Champlin escreveu sozinho aquela gigantesca obra. Ele é praticamente desconhecido no exterior, sua obra surgiu em épocas em que era comum os EUA enviarem “missionários” que na verdade eram agentes e evidentemente uma “obra” ajudava a dar projeção a uma pessoa. Não estou afirmando, apenas conjecturando uma possibilidade.

Vejam onde o livro dele é lido e recomendado:
http://geocities.yahoo.com.br/canalvoadores/id12.htm
http://www.redebrasil.tv.br/educacao/arquivo/a_artigos/arq_artigo6.htm

Também é livro que consta na bibliografia deste curso:
http://hp.br.inter.net/cepec/mb2-bibliografia.htm

E na bibliografia internacional de projeciologia (projeção astral):
http://www.iipc.org.br/polo/biblio/BIBLIOGRAFIA%20Projeciologia%202004.pdf

Ainda recomendo encontrar enciclopédias de melhor origem que as dele.

Sugiro que todos divulguem este artigo em sites, listas, blogs, boletins etc. Que sirva de Admoestação aos irmãos, recomendem que estudantes deixem de consultar esta obra e que institutos e livrarias cristãs a deixem de a oferecer como obra de consulta pelo risco que isto significa em termos de “envenenamento”.
Se não concordam em excluir a obra ao menos concordem em classificá-la adequadamente como obra de motivação e pontos de vistas “espíritas” e heterodoxos.

Paz!

Sem. Lindemberg Ferreira
http://portrasdacortina.blogspot.com/2005/10/rn-champlin-o-mstico-intrprete.html

29 comentários:

  1. Clóvis, paz!

    Eu tenho as obras [O Novo Testamento interpretado,
    A Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia e
    O Antigo Testamento Interpretado] do Champlin e posso dizer que vale a pena tê-las na estante. Não concordo com muitas das crenças de Champlin, mas encontro, por exemplo, exposições teológicas saudáveis. Faço com o Champlin o mesmo que faço com os teólogos, intérpretes, comentaristas luteranos, calvinistas, pentecostais... analiso tudo e retenho o que é bom.
    .
    Acho exagerada a preocupação do Lindemberg Ferreira.

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  2. ECA! Ghostbusters!

    Incrível como ele usa UMA FRASE ou VERSÍCULO para defender uma idéia, e toda a exposição é extrabíblica!!! às vezes até mesmo ANTI...
    =/

    Concordo com o Zwinglio. Temos que analisar tudo e reter o que é bom.
    Mas ao mesmo tempo, MUITO OBRIGADO pelo aviso, mano Clóvis!

    PS: Esli Enrolado! =)

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  3. Zwinglio,

    Apesar de não ter tais obras em minha estante, já tive oportunidade de pesquisar nela e concordo que há muita coisa de útil nelas. Mesmo assim, não acho exagerada a preocupação do Lindemberg e compartilho dela.

    Pois a heresia é tanto pior quanto é misturada com a verdade. Por exemplo, você não encontrará no Cinco Solas uma advertência contra o "Evangelho segundo o Espiritismo", nem uma refutação da "Alcorão", pois tais obras são reconhecidas como heresias. No caso de Champlim, é uma mistura de veneno com comida apetitosa.

    Além disso, nem todos tem o discernimento do irmão. Várias pessoas com quem falei leem Champlin acriticamente.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  4. Neto,

    Acho que é isso mesmo. O motivo que eu não tenho as obras do Champlin em minha estante é que são caras e prefiro investir em obras menos controversas. Mas como disse já fiz pesquisa nas obras dele, especialmente na Enciclopédia, mas não recomendo a quem eu não saiba ser uma pessoas com posição doutrinária sólida.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  5. é o tipo de erudito que serve a causa do diabo. claro, vão dizer que tem coisa boa nas obras dele...honestamente, os demônios tb disseram que Jesus era filho de Deus e que Paulo era cristão. mas não precisamos dessas opiniões deles para sabermos isso, nós já sabíamos.
    me lembro das primeiras vezes que li esse herege ensinando que a salcação continua após a morte, e me incomodava em ver cristãos=calvinistas usando suas obras para o ensino.
    me desculpe, mas se for pra aprender alguma coisa com ele, vou ler Kardec, pelo menos não se diz protestante...

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    1. Cara você é um fanático. Sé sua religião que está certa?

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  6. Luciano,

    Paz. Concordo contigo, embora as obras dele contenham muita coisa boa e útil, a mistura da verdade com o erro é fatal, em qualquer proporção. Se não tivéssemos outras boas fontes de consulta, talvez ele fosse necessário, mas não é o caso.

    Claro que a pessoa querendo e podendo, pode recorrer a ele separando o joio do trigo, mas não sou muito otimista quanto a isso.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  7. Eu gosto do Carlitos, ops! Não é Chaplim, é Champlin, foi mal!

    Sem brincadeiras agora, concordo com todos, exemplo: O Zwinglio está certo quando diz que existem boas coisas nas obras do Champlin, o Luciano está certo quando diz que não necessitamos da opinião desse tipo de teólogo, e o Clóvis está certo quando diz que seria melhor investir o dinheiro em outras obras.

    No mais eu diria, que se tivesse $$$ disponível (i.e., sobrando) compraria as obras do Champlin, não como minha base teólogica evidentemente, e sei que também não é a do Zwinglio, mas para conhecimento de outras opiniões, já que realmente não necessitamos de opinião de ninguém seja Champlin ou de qualquer outro teólogo.

    Ednaldo.

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  8. Uma coisa é adquirir com senso crítico, outra é colocar essa obra na estante e usá-la em pregações. Além do mais, analisar passagem por passagem fora do contexto nunca foi saudável. Preferível é a Bíblia de Thompson pois, embora o autor seja arminiano, dá para se aproveitar de lá bastante coisa no contexto bíblico com passagens em cadeia temática.

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  9. Clóvis, paz!

    "a mistura da verdade com o erro é fatal, em qualquer proporção."

    Depois dessa, imagino que você não tenha nenhuma obra de arminianos em sua estante ou que as use para seu crescimento acadêmico. Tô certo?!

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  10. Cleber, paz!

    Você tá de brincadeira! Comparar a extensa obra de Champlin, mesmo com os seus defeitos, à pequinina B Thompson?

    A comparação mais justa para a Thompson seria com a Bíblia Dake ou a de Genebra. Nesse caso, a de Thompson sairia na frente, pois ela nem é calvinista e nem é marcada com as heresias própias de Dake.

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  11. Cleber,

    Na minha opinião, a Bíblia de Thompson é a melhor Bíblia para Estudo que tem, especialmente por não comentar versículo por versículo. É a única que recomendo quando me pedem.

    Clóvis

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  12. Zwinglio,

    Não, você não está certo.

    Eu tenho muitos bons livros de autores arminianos em minha estante, recomendo-os para amigos e até presenteio meu pastor com eles. Por exemplo, os três últimos livros que recomendei à minha esposa é de um arminiano porreta e tenho sobre minha mesa agora dois livros que pretende presentear meu pastor.

    A diferença é o tipo de erro. Uma coisa é defender a eleição pela fé prevista outra é ensinar a comunicação com os mortos, a reencarnação e a salvação de pessoas que estão no inferno. Citando um exemplo, o "Eleitos mas livres", que mistura arminianismo com calvinismo que nem mesmo o autor é sabe o que ele próprio é, tem um potencial para danos bem menor que uma obra de 1000 páginas na qual em 10 ensina-se heresias distribuidas entre elas.

    Além disso, os arminianos legítimos não vão além da linha vermelha pelo que se chama de feliz incoerência.

    Portanto, não se trata da quantidade de erro, mas do tipo de erro. No seu caso, o arminianismo teimosamente encravado em sua mente não me impede de chamá-lo de irmão ou de recomendar seu blog, como você sabe que faço.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  13. Zwinglio,

    Concordo que as duas obras não se comparam, pois são de natureza e propósito diferentes. Uma é um comentário, outra são temas em cadeia e alguns esquemas para ajudar o estudante.

    Deixando à parte os problemas do Champlin, comentários são os últimos recursos no estudo bíblico, enquanto que temas em cadeia é um dos primeiros. Esta é a minha briga com as Bíblias que tem notas, elas são a primeira coisa que o estudante lê depois (às vezes antes!) do texto em si. Por isso, se uma pessoa tiver dinheiro para comprar uma obra como a do Champlin e nada mais, eu recomendaria que ele comprasse pelo menos duas versões do texto, uma baseada em equivalência formal e outra em equivalência dinâmica, uma Bíblia com temas em concordância, uma concordâncias bíblica, um bom dicionário bíblico (o Vine está de bom tamanho), um Manual Bíblico uma introdução ao AT e outra ao NT... e com o que sobrasse, levasse a namorada para tomar sorvete.

    Portanto, graças a Deus já tive dinheiro para comprar a obra de Champlin, mas preferi e não me arrependo investiver em ferramentas de estudo mais básicas. Por isso que estou com o Cleber: melhor uma Thompson na mão do que três Champlin na estante.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  14. Clóvis,

    Ok!

    "eu recomendaria que ele comprasse pelo menos duas versões do texto, uma baseada em equivalência formal e outra em equivalência dinâmica, uma Bíblia com temas em concordância, uma concordâncias bíblica, um bom dicionário bíblico (o Vine está de bom tamanho), um Manual Bíblico uma introdução ao AT e outra ao NT... e com o que sobrasse, levasse a namorada para tomar sorvete."

    Agora, essa sua orientação acima cai bem para um iniciante. Eu faria o mesmo.Porém, continuo entendendo que a obra de Champlin pode e deve estar na estante de quem quiser tê-la. Não me importo de fundamentar, por exemplo, meus textos com afirmações de Champlin quando ele pensa em linha com a sã doutrina. Veja você: os adventistas apoiam-se em John Gill e Mathew Henry para defenderem que o arcanjo Miguel é o Senhor Jesus Cristo. Bom, eu não teria problema em citar esses autores como suporte de um texto pessoal quando eles não estiverem falando uma heresia como aquela.

    Agora veja: não é em Agostinho que encontramos a teologia de Calvino quanto graça e predestinação? O segundo não abraçou o ensino do primeiro? Não houve influências?

    Agostinho acreditava que a piedade do vivo poderia favorecer a alma do morto. Ele até apresentou rezas nesse sentido. Você não acredita nesse negócio, tenho certeza disso.

    Ele dizia que Maria é mãe dos membros de Cristo, que somos nós. Nisso vôcê também não crê.

    E tem muitos outros ensinos dele que sei que você não adota para si. No entanto, você tem ou teria em sua estante as obras de Agostinho [claro que quanto à estatura intelectual e importância histórica em relação ao Champlin devemos guardar as devidas proporções].

    Se não é aconselhavel ter na estante, à título de pesquisa e de crescimento intelectual as obras do Champlin, vamos ter a dos filósofos iluministas, por exemplo?

    Como estudar sobre o Jesus Histórico sem recorrer à Escola da História das Religiões de Johann Franz Wilhelm Bousset e seus arremates equivocados sobre a influência das religiões de mistérios sobre o Cristo dos Evangelhos?

    Enfim, continuo naquela: analisar tudo e reter o que é bom.

    Fui claro, ou prolixo e chato?

    Abraços!

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  17. As postagens removidas eram repetições do último comentário.

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  18. 'Todo santo tem os pés de barro'...dizem por aí. Até mesmo Vine, acima indicado é usado pelos TJ para 'provar' que staurós não é cruz e sim estaca! Vine tb é dispensacionalista do grupo 'os irmãos' (até o tutano do osso dispensacionalistas)...mas isso não me incomoda tanto quanto o espírita evangelico, ocultista, mistico, reencarnacionista (?) Champlin (rsrs).
    Quem aqui conhece o livro dele "Os dias finais" que ele prdisse o fim para algumas datas? para ele a grande tribulação iria durar 40 anos...nossa esse cara é divertido demais !!!!
    Não recomendo nem um pouco esse lixo (suas obras literarias), como fez o irmão Zwinglio.

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  19. Luciano, paz!


    Bom, Champlin é um herege? Pra você sim, já sei. E Agostinho de Hipona?

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  20. irmão Zwinglio, não sei.
    Estou falando de Champlim. não só herege mas falso profeta. Vc já leu o livro que eu disse?
    Ele ensina coisa certa, assim como os membros de seitas...e daí?
    EU disse qque não recomendo comprar o lixo q ele publicou, só isso...

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  21. Nunca usei isso, nunca recomendei. Nunca vi um teólogo de respeito ter esse material em sua bibliografia. Tem muita coisa ruim e sendo recomendada por ai, e entrando em "seminários" que nem literatura conhece. Sempre soube que esse material não era bom. Parabens pelo texto. reproduzi em meu blog.

    Joelson Gomes
    http://gracaplena.blogspot.com

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  22. Champlin admite, nos primeiros volumes de sua obra Enc. de Bíblia, Teologia e Filosofia, que gostava muito de ser admirado nos tempos de seminarista em palestras ou discorrendo sobre algo. Esse narcisismo o moveu a obras tão extensas no afã de glórias humanas, que o enveredou por caminhos obscuro, ocultos, heréticos. Nesta mesma obra ele considera Satya Say Baba (Feitiçeiro Indiano) um santo de Deus, ao qual passa a devotar toda admiração, indo mesmo à sua presença comprovar os "milagres" que efetua, entre os quais, desaparecer fisicamente, fazer frutas aparecer em suas mãos e moedas de ouro. Confira no vídeo abaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=1fs1OBY82b0

    Perdão por não citar, no momento, volume e páginas, pois não disponho da obra agora aqui. Mas, estou certo de que os que realmente aprofundaram-se nesta última coletânea, com certeza comprovam o que digo.

    A última pérola inesquecível para mim, de sua pena foi, além de defender o restauracionismo e o perdão a Satanaz que: "...Jesus defendia uma teologia velha e ultrapassada".

    A verdade porém, não deixará de ser verdade em seus escritos pelo fato de vir acompanhada de heresias, tanto quanto não deixará de ser verdade por ser pronunciada até mesmo por Satanaz. Os erros de Caio Fábio, por exemplo, jamais anularão suas grandes obras.

    Fico triste com a Cruzada movida pelo prezado Pr. Ciro Sanches sobre as meninices do Rúbens dos Iluminatis, divulgando informações na maioria veridicas e anteriores a ele, tachando de Escartologia Aterrorizante, como se não aterrorizasse em si a Escartologia Convencional, divulgadas há décadas pelos teólogos pentecostais, sem contudo falar absolutamente nada a respeito das Heresias Comprovadas do Champlin, vendidos aos montes pela CPAD. Eu enviei-lhe solicitação de esclarecimento sem contudo haver resposta. Dois pesos, duas medidas...Deus nos guarde.

    Paz.

    Ricardo Ribeiro
    Conferencista e Capelão da Unipas - União
    Internacional de Pastores e Capelães/USA.

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  23. Tenho aa obras do Champlin,e gosto muito delas é,uma excelente referencia biblica,sou filósofo,e atualmente estudo teologia,sobre sto agostinho ou os filósofos cristãos chama-los de hereges,é muita falta de informação,a forma racional de intrerpretar a Deus,foi a pauta destes grandes filósofos e,não devem ser descartadas.

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  24. Só tenho uma opnião sobre os comentários feito sobre a obra de Champlin!!
    Quando o que cremos é colocado sob um novo ponto de vista, da qual muitos não podem explicar aplauzivelmente, daí acham mais facíl dizer... HEREGE!!! E OBRA DO DEMÔNIO!!
    a serem renovados no modo de pensar
    Efésios 4:23

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  25. Já li vários trechos dos comentários de Champlin e me pareceu haver nele o desejo de saber mais, motivo pelo qual, às vezes, extrapola alguns dos próprios pensamentos. No entanto, a maioria dos comentários dele está muito bem feita e contém valiosas informações para quem gosta de estudar as Escrituras. Por outro lado, é de vital importância que os cristãos, principalmente brasileiros, recuperem a cultura perdida, a qual sempre foi a maior contribuição da Igreja à humanidade depois da salvação de Cristo.

    O espírito humano é capaz de proezas tais que a maioria de nós não consegue imaginar. Ainda guardamos um pouco do que perdemos no Éden, e o Senhor não nos tirou isso. O que a psicologia chama de 'mente inconsciente' é, na verdade, a mente espiritual do homem, que é capaz de realizar coisas como materialização, bilocação (estar em 2 lugares ao mesmo tempo), telecinese (movimentar objetos materiais), dentre outras. Sem dúvida alguma que Satanás pode se aproveitar - e aproveita mesmo - do potencial espiritual do homem para realizar coisas na terra, mas o homem sozinho também é capaz disso. Contudo, é salutar avisar aos incautos que não devemos buscar tais manifestações espirituais, ainda que apenas humanas, pois quem assim o fez ou enlouqueceu ou encontrou o inimigo da humanidade e foi convencido de que era 'deus' ou de que tem um 'deus interior'.

    Para melhor compreensão da mente inconsciente (in-dentro, consciente - ciente em conjunto - portanto, inconsciente significa mente consciente do interior do homem em conjunto com ele mesmo, e não mente adormecida) sugiro a leitura de dois livros muito sérios a respeito do tema: "As chaves do inconsciente" e "O inconsciente sem fronteiras" de Renate Jost de Moraes (encontráveis na estantevirtual.com). Com mais de 100.000 pessoas analisadas pelo método ADI (abordagem direta do inconsciente - sem hipnose, sem drogas e sem indução de qualquer espécie) o método desenvolvido pela Dra. Renate permite que o ser humano relate o que está em sua memória inconsciente sem a racionalização da mente consciente, lógica, linear. As respostas surpreendem: somos criados e nunca existimos antes da concepção; estamos presentes antes mesmo da fecundação do óvulo; temos consciencia de que há um Deus que nos criou e que temos em nós um código moral posto por Ele quando nos cria; temos memória da vida de nossos antepassados - apenas memória, não temos contato algum com eles - assim como carregamos em nossos corpos físicos a 'memória' DNA dos nossos ancestrais. Tais declarações vieram de todo tipo de indivíduo, inclusive de ateus e agnósticos. Em suma: o que o homem tem em si confirma as Escrituras cristãs e fornece elementos para compreendermos como realmente somos. A terapia TIP (terapia de integração pessoal) usa o método ADI e resolve o que a Escritura chama de "raiz de amargura", presente em nosso inconsciente. Porém, ainda que ajude muitíssimo, não resolve o problema da culpa - a qual os terapeutas TIP recomendam levar a Cristo, o único que pode resolvê-la definitivamente através do perdão concedido na cruz.

    Precisamos aprender tais coisas porque o mundo está para ter uma grande mudança espiritual: os tempos finais se aproximam e os sinais estão começando a surgir, além do quê, é importante não cair no engano que se avizinha para trazer consigo a apostasia. Humillhação diante do Senhor, estudo da Sua palavra, oração e busca de profundo caminhar com Cristo, mas sem esquecer que 'o povo é destruído porque lhe falta conhecimento' - Os.4:6. Conhecer significa 'com e ser', ou 'ser um com'. Conhecer é ter em si o saber que transforma e ser um com ele, e o maior conhecimento que podemos ter é o de Cristo, a Verdade. Mas jamais negligenciemos o saber que convém, como diz Paulo aos coríntios.

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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