Aqui dizemos assim


Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que Deus é soberano sim, que sempre faz o que quer mas que não exclui a liberdade humana. Pois não precisa disso para realizar seu propósito infalível. Também dizemos cá prá estes lados, que pressuposto não provado é o que diz que não existe amor sem liberdade.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que a eleição é sim soberana e graciosa e que Deus escolhe os seus livre e incondicionalmente. Visto que quando a eleição ocorreu não havia homem para escolher se obedecia ou não, dizemos cá que inacreditável é um tal conceito de condicionalidade.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que Deus preordenou tudo o que acontece, mas de forma que nem é o autor do pecado nem violada a liberdade da criatura. Cá prá estes lados, cremos que crer na providência divina longe de ser fatalismo pagão é reconhecer que o universo é governado por um Deus infinitamente sábio, todo-poderoso e absolutamente justo.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que o novo nascimento é um ato exclusivo do Espírito Santo e que o crente nascido de novo irá com certeza morar no céu. Também dizemos prás estes lados, que como a obra do Espíro Santo é secreta e não devemos fazer juízo temerário, consideramos verdadeiros crentes todos os que confessam crer em Cristo e confiar em Sua obra para a salvação.

Cá prás bandas do Cinco Solas, cremos que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, numa única pessoa. Cremos que como homem viveu uma vida santa e morreu em nosso lugar, e como Deus ressuscitou para confirmar a nossa salvação.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que as promessa de Deus são fiéis, mas que os crentes devem passar pela cruz antes de chegar à glória. A promessa não é o livramento da cruz, mas a certeza da chegada à glória.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que as emoções tem seu lugar no culto a Deus, como expressão de júbilo na presença do Senhor. Também dizemos prá estes lados que as emoções e as expressões de júbilo não são autentificadoras de espiritualidade, que não são necessárias às operações do Espírito e que se comprometerem a ordem no culto devem ser repreendidas e controladas.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que os sinais da bênção de Deus é o testemunho interno do Espírito Santo, o cuidado diário de Deus suprindo nossas necessidades e uma vida de contentamento. Também dizemos prá estes lados, que somos apenas mordomos dos bens que Deus colocou em nossas mãos e que devemos usá-los de forma que o nome dEle seja glorificado.

Cá prás bandas do Cinco Solas, dizemos que o Espírito Santo é a vida da igreja e que qualquer coisa feita sem ser por intermédio dEle não tem peso para a eternidade. E cá prá estes lados, também oraremos para percebamos a necessidade da verdadeira operação do Espírito Santo na Igreja.

Post inspirado no artigo "Dizem por aí", de autoria do Junior do Reflexões do Reino, de recomendável leitura.

11 comentários:

  1. Grande Clóvis,

    vai aí minha contribuição:

    Amor e liberdade = Onde está o Espírito de Deus aí há.... + Carta aos Gálatas

    A falta de planejamento ou de um plano exaustivo por parte de Deus não diz que ele é desorganizado ou imprudente somente prova que Ele é um Deus, Criativo, Soberano e mesmo assim tem tudo sob controle.

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  2. Para Roger:
    Adoro texto fora de contexto.


    Para Clóvis,
    Amém! Lembrei de quando você disse que alguns dizem (prolixo isso, não?): “Não leia o Cinco Solas, leia a Bíblia” (Risos). Triste =/ (logicamente, não quero tirar a autoridade final da Bíblia, mas acho que essa não foi à intenção do autor da frase).
    Lá pras bandas do Voltemos ao Evangelho também creio nisso. Só uma coisa que fiquei pensativo: juízo temerário.
    Vemos em I João termos fortes contra “falsos convertidos”: mentirosos, permanecem em tre-vas, etc.. Vemos Paulo ordenando a igreja de Coríntios testarem a si mesmos.
    Eu gostaria de saber qual a base bíblica para não questionarmos a salvação de uma pessoa que diz ser cristã, mas vive uma vida mundana. Ou eu entendi errado juízo temerário.

    Grato pela sabedoria que Deus te concedeu,
    Vini

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  3. Caro Vinícios,

    boa provocação, boa tentativa!! hehehe Mas já aviso que não tenho a paciência de um Clóvis que debulhou o comentário do Anônimo nas maiores gentilezas. Eu ainda não cheguei lá não.

    Mas se você adora texto fora do contexto, isso é contigo. Não é o meu caso.

    Poderia até relativizar e dizer que você está correto, afinal todo texto num certo sentido está lá para ser aplicado ao seu contexto. E há o contexto geral bíblico, muito difícil de ser englobado em plenitude, quando esbarramos em temas polêmicos como esses.

    Mas não relativizarei. Texto fora do contexto é ...

    Isso é o que todos nós conhecemos: pretexto. Mas não é o caso das sitações que fiz.

    1) O contexto: o Espírito e a liberdade na ministração do evangelho. Você verá que uma faceta do amor, ou do fruto do Espírito é o domínio próprio. Quem domina-se a si mesmo tem liberdade de escolha. Ser ousado ou não na pregaçao é uma escolha. Profetizar ou não. Ao contário do demônio que viola a liberdade da pessoa em uma possessão, o Espírito a torna verdadeiramente livre. Assim, quanto mais próximos, cheios, do amor mais perto estamos da verdadeira liberdade. Veja bem as pessoas perdidas possuem também liberdade, em diferentes graus. Um exemplo bem simples: em uma família não crente onde o pai ama o filho, lhe dá afeto, dialoga, tempo e correção quando necessária, as chances desse filho se sentir livre são bem maiores do que em uma que o pai lhe nega essas coisas. Geralmente o primeiro filho se torna livre para servir a família e a sociedade o outro se rebela e se torna escravo de prazeres, drogas e etc.

    Essa é a idéia do texto 2Co 3:17 e do contexto, na casa de Deus, nosso Pai celestial, onde o Espírito dEle está agindo, há liberdade. As máscaras caem. Não há medo. Não há fingimento. A graça e o amor de Deus nos acolhe como somos. Mas se o velho testamento é lido em um clima legalista, onde não há o Espírito, a escravidão já está pré-programada.

    Diria o seguinte todo amor implica necessariamente em liberdade, mas nem toda liberdade implica em amor. O amor tende a ser mais absoluto que a liberdade. Gl 5:13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.

    E aqui chegamos ao segunto texto, a carta toda de Galátas, que por si só já é um contexto... então eu deixo a você o trabalho ou a liberdade de examiná-la ou não caso se interesse em descobrir o forte vículo existente entre amor e liberdade, a diferença de uma Hagar para uma Sara, de uma Jerusalém do alto e uma terrena.

    Um grande abraço e obrigado pela provocaçãozinha, foi um desafio gostoso!! rsrs

    Roger

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  4. Caros Vini e Roger,

    Aprecio muito a interação de vocês com o que escrevo e muito mais ainda com a interação de entre vocês.

    Como estou em viagem, não posso responder de imediato o que escreveram, mas farei isso assim que puder.

    Continuem, só estão enriquecendo o debate.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  5. Clóvis,
    Esclareça melhor sobre a postagem do meu blog. Pontue o que você acha necessário para que eu possa mudar e melhorar. Valeu!

    Abraços,
    Christopher Marques

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  6. Christopher,

    Longe de mim achar que deve mudar alguma coisa. Mas apontarei o que discorde, em seu blog.

    Deus te abençõe ricamente.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  7. Roger,

    Com cadinho mais de tempo, vamos ao seu comentário.

    Você disse:

    "Amor e liberdade = Onde está o Espírito de Deus aí há.... + Carta aos Gálatas"

    Isso prova o pressuposto de que sem liberdade não há amor? Não, pelo contrário. A liberdade é colocada como conseqüência da presença do Espírito Santo, então podemos inferir que na ausência do Espírito não há liberdade. E o Espírito, Jesus disse, o mundo não poderia receber. Logo, quem é do mundo, aqui entendido como quem não crê, é escravo até que a verdade o liberte.

    Note, por favor, que as referência a que você remete não falam que o amor depende da liberdade. Falam que a liberdade resulta da presença do Espírito. E, se formos mais adiante, descobrimos que o amor é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Assim, tanto o amor como a liberdade dependem da operação do Espírito Santo.

    "A falta de planejamento ou de um plano exaustivo por parte de Deus não diz que ele é desorganizado ou imprudente somente prova que Ele é um Deus, Criativo, Soberano e mesmo assim tem tudo sob controle."

    Concedo. Porém o fato de Deus, por ser Deus, poder viver cada dia ao sabor dos acontecimentos, não significa que seja assim. Pois o que podemos afirmar de Deus é o que Ele revela de si mesmo, e não o que especulamos acerca dEle.

    E a Bíblia deixa claro que Deus tem um plano e que o está executando na história. E sendo Ele infinito em conhecimento e poder, podemos estar seguros pela lógica e pelas Escrituras, que esse plano é todo inclusivo e infalível.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  8. Vini,

    Paz!

    Vamos a algumas partes de seu comentário:

    "Lá pras bandas do Voltemos ao Evangelho também creio nisso."

    Glória a Deus por isso!

    "Só uma coisa que fiquei pensativo: juízo temerário."

    Entendo por juízo temerário o fazer pronunciamento ou tirar conclusões sobre o destino eterno de um pecador baseado em suas obras. Entendo, outrossim, por juízo amoroso o fazer pronunciamento sobre o destino eterno de uma pessoa com base em sua confissão de fé na pessoa e obra de Cristo. Creio que o primeiro nos é proibido, o segundo é nosso dever.

    "Vemos em I João termos fortes contra “falsos convertidos”: mentirosos, permanecem em tre-vas, etc.."

    Fazer juízo amoroso não significa dizer que quem comete pecado vai para o céu. Significa apenas reconhecer, de forma geral, que quem crê em Jesus, mesmo tendo cometido pecado não vai para o inferno. Assim, podemos dizer "mentirosos vão para o inferno, pois o salário do pecado é a morte". Mas não podemos concluir de uma pessoa específica que ela vai para o inferno.

    "Vemos Paulo ordenando a igreja de Coríntios testarem a si mesmos."

    Sim. Juízo temerário e juízo amoroso diz respeito aos outros. Quanto a nós, devemos examinar a nós mesmos. Um descrente deve olhar para si e reconhecer a sua miséria, como um crente deve olhar para si e reconhecer que é salvo por Jesus.

    "Eu gostaria de saber qual a base bíblica para não questionarmos a salvação de uma pessoa que diz ser cristã, mas vive uma vida mundana. Ou eu entendi errado juízo temerário."

    Se Deus quiser, num post futuro exporei isso de forma mais organizada e fundamentada. Por ora, menciono a passagem que Jesus diz "não julgueis...", a sua proibição para não se separar joio e trigo antes da hora, etc.

    Acho que você entendeu corretamente juízo temerário. Só não o confunda com não dever denunciar o pecado, na vida de indivíduos e igrejas. Uma coisa é apontar o pecado, outra é sentenciar.

    Que Deus te abençoe.

    Soli Deo Gloria

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  9. Paz Clóvis!

    Devido minha falta de tempo, postei um artigo hoje no Reflexões do Reino do Ricardo Gondim que expressam exatamente o que penso e serviria de resposta ao seu questionamento.
    Meu tempo tem ficado cada vez mais escasso, mas sinta-se a vontade de comentar e discordar.

    Em Cristo,
    Junior

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  10. Obrigado pela explicação Clóvis

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  11. Roger,

    Vejo que minha "provocaçãozinha" (risos) de fato resultou em um desafio gostoso, onde você pode explicar melhor sua posição.
    Contudo, ainda assim discordo de sua posição e faço das minhas palavras a explicação do Clóvis.

    Voltemos ao Evangelho,
    Vini

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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