Agostinho e o livre-arbítrio

"Confessamos que em todos os homens há um livre arbítrio, pois todos têm entendimento e razão naturais, inatos. Não no sentido de que sejam capazes de algo no que concerne a Deus, como, por exemplo, amar e temer a Deus de coração. Somente em obras externas desta vida têm liberdade para escolher coisas boas ou más. Por obras boas entendo as de que é capaz a natureza, tais como trabalhar ou não no campo, comer, beber, visitar ou não um amigo, vestir-se ou despir-se, edificar, tomar esposa, dedicar-se a um ofício ou fazer alguma outra coisa proveitosa e boa. Tudo isso, entretanto, não é nem subsiste sem Deus; ao contrário: dele e por ele são todas as coisas. Por outro lado pode o homem também praticar por escolha própria o mal, como, por exemplo, ajoelhar-se diante de um ídolo, cometer homicídio, etc."

12 comentários:

  1. Oi Clovis,

    vi a primeira música de sua lista, o Evangelho, do Logos. Que curiosamente escutei essa última semana, aqui na Alemanha, até quase furar o único CD que consegui desse abençoado grupo.

    Quanto à afirmativa de Agostinho de que o homem não pode por livre arbítrio amar a Deus de todo coração, acho meio estranha... será que não? Se Deus não nos permite fazer isso que é a melhor escolha da vida, então Ele não nos permite fazer nada. Pois o resto é café pequeno. Ou será que Ele nos força a amá-lo? Num sei não...

    Acho que a resposta não estaria no livre arbitrio ou na predestinação, mas como canta o Logos, na humildade para chegarmos arrependido ao seus pés.

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  2. Paz Clóvis,

    Certamente os desonestos de plantão escrevem: "Confessamos que em todos os homens há um livre arbítrio" - Agostinho de Hipona.

    É sempre assim, fazer o que não é mesmo.

    Em Cristo,

    Ednaldo.

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  3. Roger,

    O Grupo Logos é, na minha opinião, simplesmente o melhor grupo musical evangélico e O Evangelho é de uma obra prima. A letra encontra-se em http://cincosolas.blogspot.com/2008/06/o-evangelho.html

    Sobre a declaração de Agostinho e a sua ponderação. Creio, como Agostinho, que de si e por si nenhum homem ama a Deus. Não pode fazer isso. Mas não é porque "Deus não nos permite". O obstáculo não está em Deus e nem é posto por ele. É a nossa natureza caída que é aversa a Deus e ao evangelho.

    E também Deus não "nos força a amá-lo". O que Ele faz é mudar a nossa natureza, o que muda a nossa disposição para amar o que antes detestávamos. Nas palavras de Deus Jeremias "dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração" (Jr 24:7).

    Obrigado pela sua visita e seus comentários.

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  4. Ednaldo,

    Bem observado. Sem contar que Agostinho teve fases em sua vida. No início ele tinha uma visão sobre o livre-arbítrio, que corrigiu mais no final.

    Mas de fato, se alguém quiser agir de forma questionável, poderá até mesmo dizer:

    "o homem possui livre-arbítrio" - João Calvino (vide http://cincosolas.blogspot.com/2008/08/joo-calvino-e-o-livre-arbtrio-2.html)

    Em Cristo,

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  5. Paz Clóvis.

    Pois é saber a definição de um termo utilizado é de extrema-importância. Quantas discussões eu mesmo já tive com pessoas e estavamos falando a mesma coisa com termos diferentes. rsrs

    Voltemos Juntos ao Evangelho,
    Vini
    http://br.youtube.com/7vini
    http://7vini.blogspot.com

    ps: Clóvis, eu mudei o nome do eu blog de (-V-) para Voltemos ao Evangelho e, aparentemente, eu sumi da sua "Atualização de blogsamigos". A menos que você teha me tirado :x. (espero que não ^^). Aliás eu fiz uma postagem em agradecimento que inclui você. Você viu?

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  6. Oi Clóvis,

    seu argumento foi muito bom! Quase que fui nele, rsrs.

    É verdade, o homem não pode nada por si só, sem Deus. Afinal viemos dEle. Somos criaturas e filhos seus. Poderíamos parar por aqui e pronto. Mas aí é que entra o tal do livre arbítrio... Deus toma certa distância e nos deixa escolher por nós mesmos, Ele nos prova, Ele deixa-nos dar uma resposta ao seu primeiro passo de nos amar incondicionalmente. Ele também espera de nós o amor, que deve por definição ser incondicional, não é mesmo? Ainda que seja um amor imperfeito, pois só Deus é perfeito, mas um amor verdadeiro e sincero. E isso independe se já somos salvos ou não.

    O texto que vc cita de Jeremias é pertinente. Mas a conclusão permaneceria a mesma, será que Ele violenta o livre arbítrio de uns dando-lhes um novo coração capaz de amá-lo, assim arbitrariamente?

    Continuo descrente dessa ação tirana divina. Ou se ele faz isso por amor, então que faça com todos! Não somente com uma minoria de escolhidos, entende?

    Claro não iremos concluir aqui, hoje, esse debate de séculos!

    Mas o que entendo hoje, foi o que conclui das parábolas da pérola e do tesouro: um achou por sorte, acaso ou destino (que chamaríamos de providência divina) o outro por determinação, escolha e convicção. Entre estes dois extremos e na interação dos dois exemplos nos encontramos todos nós que um dia achamos o Reino, o Rei e tudo que representam.

    Uns talvez pendam para o lado da predestinação (Deus colocou o tesouro no meu caminho), outros para a livre escolha (vi que a pérola era de valor e optei por ela). Talvez estas histórias representem não um momento, mas uma vida inteira, um conjunto de pequenas e grandes escolhas, um conjunto de providências divinas. Por isso às vezes é tão complicado estabelecermos nosso marco de converção.

    Enfim, mande mais pérolas de Agostinho e outros, que estaremos presentes para meditar e trocarmos figurinhas contigo.

    abraços fraternos,

    Roger
    PS: Algum dia, talvez amanhã mesmo, isso aqui vire um post.

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  7. Roger,

    Mais uma vez, obrigado pela sua participação proveitosa neste blog.

    Aguardarei com expectativa o seu post sobre o assunto em foco. Creio que devemos oportunizar a nossos leitores a oportunidade de analisar os argumentos de ambos os lados da controvérsia. Quando você publicar o texto, farei um link para ele. E talvez publique uma ponderação.

    Por ora, pensarei um pouco mais no que escreveu.

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  8. Vini,

    Eu não excluí o link para seu blog, nem sequer pensei nisso! Seu blog é um dos meus favoritos.

    O que acontece é o seguinte. Apenas os últimos 10 blogs atualizados, embora todos os incluidos apereçam quandos e clica em "mostrar todos".

    Por alguma razão, o seu blog deixou de mostrar as atualizações, mostrando um link para o feedburner. Com isso, foi lá para baixo.

    E como visito os blogs a partir desses links, não percebi as suas atualizações, inclusive o post em que faz o agradecimento, que aliás não mereço, pois usufruo de seu blog e sou por ele abençoado. Mas congratulo-me com suas mais de 1000visitas!

    PS. Tentei reinserir seu link, mas dizia que já havia a url na lista. Dê uma olhadinha em suas configurações enquanto faço mais uma busca para ver se o erro está no meu blog.

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  9. Paz Clóvis.

    Tente deletar o meu feed e depois incluir o link abaixo.
    http://feeds.feedburner.com/VoltemosaoEvangelho
    ou o blog novamente
    http://7vini.blogspot.com
    Espero que funcione.

    Não sabia que mudar o nome do blog daria tanto problema. =/

    Paz.

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  10. Olá a todos, Clóvis adiciona o feed do Vini com o seguinte url

    http://feeds.feedburner.com/7vini

    porque senão não funciona.

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  11. Vini,

    Com a dica do Ednaldo consegui acertar o feed.

    Deus os abençoe.

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  12. Clovis,

    Particularmente, não sou adepto da doutrina da predestinação (e não vamos entrar em detalhes quanto a isso, pois não tenho intenção de criar debates). Entretanto, seu posicionamento acerca do livre arbítrio é conforme eu acredito. Só no Espírito é que conseguimos discernir as coisas espirituais. Dessa forma, fora de Deus não há como amar a Deus. Graças a Jesus Cristo que nos escolheu para, NEle, termos acesso à vida eterna.

    Se tiver um tempinho, leia o seguinte texto disponibilizado no endereço a seguir: http://www.espada.eti.br/p295.asp

    Abraços!

    Jordanny Silva

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"Se amássemos mais a glória de Deus, se nos importássemos mais com o bem eterno das almas dos homens, não nos recusaríamos a nos engajar em uma controvérsia necessária, quando a verdade do evangelho estivesse em jogo. A ordenança apostólica é clara. Devemos “manter a verdade em amor", não sendo nem desleais no nosso amor, nem sem amor na nossa verdade, mas mantendo os dois em equilíbrio (...) A atividade apropriada aos cristãos professos que discordam uns dos outros não é a de ignorar, nem de esconder, nem mesmo minimizar suas diferenças, mas discuti-las." John Stott

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